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Caracterizado pela informalidade, o projeto desenvolvido por Márcio Mazza para o Consulado da Noruega e a Câmara de Comércio da Dinamarca - que compartilham uma edificação em São Paulo - alia materiais diversos, como madeira, caixilhos metálicos, vidros transparentes e outros de intenso colorido, em ambientes versáteis, que podem conformar espaços únicos ou conjuntos isolados.
Um dos desafios de Mazza foi conciliar o diversificado programa com as dimensões críticas da laje retangular. A pequena largura e a existência de apenas uma grande fachada envidraçada demandaram soluções para ampliar visualmente e trazer iluminação natural aos ambientes, mesmo aqueles afastados das janelas. Além disso, uma das solicitações do cônsul norueguês era a existência de paredes brancas para a exposição de objetos de arte, o que faz os escritórios se assemelharem, em certos trechos, a uma galeria.
Já na entrada, o extenso corredor - que dá acesso ao consulado e à câmara, à direita, e ao escritório do cônsul, junto à fachada frontal - tem as laterais formadas por paredes brancas de gesso. Elas receberam grande número de telas, iluminadas por luz focal, embutida no forro, e ambientadas pelo piso de estreitas réguas de madeira Haia. Destaca-se a integração das portas de vidro a esse cenário expositivo, já que, acompanhando a altura do piso ao teto, elas receberam adesivos coloridos que reproduzem trechos das bandeiras da Noruega e da Dinamarca.
A extremidade longitudinal do corredor- galeria faz a transição para a área comum do consulado e da câmara, assim como para a grande sala ocupada pelo cônsul. Nesse trecho, portas de correr embutidas em divisórias e bandeiras fixas isolam os acessos e a ocupação dos ambientes.
A sala central, que funciona como espera e ambiente de apoio aos escritórios dos dois primeiros terços do pavimento, também possui piso de madeira. Um painel móvel de carvalho - o mesmo material utilizado nas portas de passagem - pode dividir esse local em dois. Essa possibilidade é enfatizada pelo tratamento das duas extremidades da sala, que receberam painéis de vidro azul, na área da Noruega, e vermelho, no setor da Dinamarca. Destacam-se ainda o desenho e os materiais das divisórias, já que a proporção horizontal dos painéis fixos de vidro propicia a visualização da paisagem do entorno.
Na sala do cônsul, uma estante de base metálica setoriza as áreas de trabalho e reuniões. À semelhança dos demais ambientes, peças de mobiliário se destacam em meio à “ambiência informal escandinava”, comenta o arquiteto.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 314 Abril de 2006
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