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A resposta surgiu de soluções simples. A fachada é trabalhada com seqüências de painéis de madeira laqueada na cor cinza, cujo desenho individual tem por referência o corte simples para a lapidação dos diamantes brutos. O brilho, que também remete à pedra rara, é dado por pontos esparsos de fibra ótica.
“Tiramos a pequena luminária da ponta e deixamos apenas o cabo com a extremidade luminosa”, detalha Letícia Nobell, autora do projeto e titular do escritório Plano B Arquitetura. A vitrine, um rasgo horizontal que avança para o interior da loja, utiliza vidro e aço inoxidável, com dimensões proporcionais às das peças em destaque.
“A vitrine menor valoriza as jóias e garante privacidade aos clientes”, justifica a arquiteta. A grande porta foi executada com madeira de demolição. Para a área interna, a arquiteta estabeleceu uma delicada combinação de materiais. A madeira, quase toda de demolição, dá conforto ao espaço.
No piso, pedra limestone na cor do concreto confere neutralidade e remete aos materiais brutos. Com a mesma intenção, foram especificadas placas cimentícias para o revestimento interno da parede da vitrine. Os espelhos ampliam visualmente o ambiente, enquanto vidro e aço inoxidável nos complementos dão leveza ao conjunto. Acomodar todos os itens previstos em área de dimensões bastante reduzidas foi um desafio.
Além disso, havia elementos estruturais e de instalações a serem ocultados. Na entrada, o forro de madeira rebaixado encobre a área técnica e uma falsa clarabóia esconde a viga. O layout reservou a parede dos fundos para a escada de acesso ao mezanino em balanço.
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