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O arquiteto Guinter Parschalk assina
a luminotécnica da nova unidade da academia Reebok
Sports Club, em São Paulo. A proposta teve
como ponto de partida o forro modulado existente no
espaço e combina alto nível de iluminação
e conforto visual: os ambientes chegam a ter 800
lux por metro quadrado, mas sem risco de ofuscar
a visão dos usuários durante a prática
das mais variadas atividades esportivas.
A nova unidade ocupa 5 420 metros quadrados,
divididos em dois pavimentos, no recém-concluído
Continental Square Faria Lima, empreendimento de múltiplo
uso que reúne torre de escritórios de
alto padrão, dois hotéis, restaurantes,
lojas e serviços.
Segundo Parschalk, o objetivo da proposta luminotécnica
da academia era conciliar luminosidade intensa e conforto
visual para a prática de exercícios,
destacando a arquitetura de interiores, assinada por
Sig Bergamin.
O grande foco de atenção do projeto está
na área da piscina. Com 7,80 metros de
pé-direito e delimitado por paredes de vidro
e cobertura retrátil no mesmo material, esse
espaço é iluminado por um sistema em que
placas rebatedoras, instaladas em partes fixas
da estrutura do teto, direcionam para baixo a luz emitida
pelos refletores voltados para o alto e posicionados
acima dos dutos de ar condicionado.
O sistema, que resulta em iluminação
homogênea e brilhante, é composto por
35 placas rebatedoras de 70 x 70 centímetros
e por 39 projetores de facho concentrado, que empregam
lâmpadas de vapor metálico de 150 watts
e 3 mil kelvins de temperatura de cor. Visto de fora,
o espaço assemelha-se a uma caixa cristalina.
As demais áreas são caracterizadas
pelo forro de fibra mineral na modulação
62,5 x 62,5 centímetros. Para elas, Parschalk
criou o padrão geral, que varia de 700 a 800
lux por metro quadrado e é definido por lâmpadas
fluorescentes com temperatura de cor de 4 mil kelvins,
combinação que proporciona alto nível
de iluminação em tonalidade branca.
Nessas condições, ele estabeleceu duas
ambientações distintas para os
espaços de atividades físicas. Onde os
exercícios exigem que o cliente fique deitado
ou olhe para cima, a escolha recaiu sobre luminárias
dotadas de refletores tratados com pintura epóxi
branca que impedem a visão da lâmpada e
o ofuscamento do observador.
Foram instaladas 486 unidades desse modelo, que tem
capacidade para duas lâmpadas tubulares de 36
watts cada uma. Nos demais espaços, Parschalk
usou 61 luminárias com refletor em alumínio
acetinado do tipo duplo-parabólico e capacidade
para quatro lâmpadas tubulares de 18 watts cada.
Para criar contrastes, as áreas de circulação
e a lanchonete apresentam luminárias menores,
de 30 x 30 centímetros, equipadas com fluorescentes
de 3 mil kelvins, de tonalidade amarela.
Além do tratamento pontual dado à
recepção e ao spa, apenas as quatro salas
de cromoterapia fogem do padrão geral da academia.
Em cada uma delas, a iluminação é
dada por dois conjuntos de seis lâmpadas fluorescentes
de 14 watts com tubos nas cores vermelha, azul e verde.
O controle individual e dimerizado permite criar ampla
gama de cores.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 288 Fevereiro de 2004
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