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Franco & Fortes Lighting Design
Luminotécnica da Estação da Luz,
São Paulo-SP |
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Gilberto Franco e Carlos Fortes são
responsáveis pelo projeto luminotécnico
da ala restaurada da Estação da Luz, terminal
ferroviário que se tornou um dos edifícios-símbolos
da capital paulista.
A iluminação proposta pelos arquitetos valoriza
a fachada da centenária construção.
Simultaneamente, evidencia a riqueza de seus detalhes,
como as linhas de janelas, a torre e o relógio.
Além do restauro, a Estação da Luz
receberá novos espaços. Quando concluída
a obra, a ala até há pouco ocupada pela
administração da Companhia Paulista de Trens
Metropolitanos será transformada num centro de
estudos e documentação da língua
portuguesa, projetado por Pedro e Paulo Mendes da Rocha
- a Estação da Luz da Nossa Língua.
É a face externa desse setor (situado a leste),
na lateral voltada para o Jardim da Luz, que teve
projeto luminotécnico desenvolvido pelo escritório
Franco & Fortes Lighting Design.
Ainda que essa parte do prédio não seja
mais a original - na década de 1940, um incêndio
destruiu um trecho da construção, que havia
sido inaugurada no começo do século passado
-, sua reconstrução, à época,
guardou semelhança com o desenho inicial, acrescentando-lhe,
porém, um pavimento.
O projeto luminotécnico preocupou-se,
segundo Franco, em iluminar o todo e, ao mesmo tempo,
enfatizar os principais detalhes da fachada que
resultam na diversificada volumetria - os focos dos projetores
são dirigidos às linhas de janelas e mansardas,
à torre e ao relógio.
Os projetores que iluminam a fachada foram instalados
na marquise que cobre o acesso àquela ala.
“Tanto a parte mais alta como a mais próxima do
térreo deveriam ter a mesma intensidade de iluminação,
sem ocorrência de recortes e áreas de sombras”,
explica Franco.
Para evitar esse tipo de efeito, que poderia ser provocado
por equipamentos tradicionais, os autores especificaram
um refletor de facho assimétrico. Ele distribui
uniformemente a luz pela fachada e foi equipado com lâmpadas
de vapor metálico de bulbo cerâmico, que
consomem menos energia e têm boa qualidade na reprodução
de cores.
Para destacar as linhas de janelas, a intenção
era instalar os equipamentos de iluminação
junto aos peitoris e valorizar seus requadros.
Prevaleceu, porém, a proposta - que parece atender
melhor às necessidades do projeto do centro de
estudos - de colocar os equipamentos na parte interna
do vão. Um anteparo em gesso, que simula
a provável solução final, foi o recurso
empregado por Franco e Fortes, enquanto as obras da Estação
da Luz da Nossa Língua permanecem em andamento.
Nas janelas, a iluminação é
feita por lâmpadas fluorescentes compactas, que
resultam numa iluminação difusa,
adequada ao efeito planejado.
Embaixo da marquise, fontes de luz foram fixadas no teto
e direcionadas para o primeiro segmento da fachada; o
piso é iluminado por rebatimento. No saguão
interno, foram mantidas as luminárias, que receberam
lâmpadas de vapor metálico.
A torre também recebeu iluminação
específica. Cada uma de suas quatro faces recebe
luz vinda de projetores individuais de longo alcance com
regulagens diferenciadas e providos com lâmpadas
de vapor metálico de bulbo ce- râmico. O
objetivo é obter a maior homogeneidade possível
em todos os lados.
Com o equipamento luminotécnico posicionado junto
ao maquinário e os projetores direcionando a luz
para as quatro faces, o relógio ganhou brilho
e visibilidade.
Como regra geral, o projeto de luminotecnia buscou tonalidade
de luz que se aproximasse da fornecida pelas lâmpadas
incandescentes, utilizando, porém, equipamentos
de tecnologia moderna.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 293 Julho de 2004 |
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| O relógio torna-se
mais visível e brilhante, com refletores que, fixados
junto ao maquinário, jogam luz para fora |
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Lâmpadas de tecnologia
moderna têm
tonalidade de luz próxima à das incandescentes |
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| A iluminação
destaca as linhas das janelas, a torre e o relógio |
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Sobre a marquise, projetor
de facho
assimétrico impede recortes indesejados |
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