|
A iluminação natural e a artificial são articuladas pela ação de sensores especiais, conectados a reatores eletrônicos dimerizáveis. Orientados pela meta de 500 lux por metro quadrado junto aos postos de trabalho, eles informam sobre a necessidade de acionamento do sistema ótico criado por Neide, no qual luminárias de mesa, retangulares e feitas com aletas metálicas antiofuscamento, criadas especialmente para o projeto, estão associadas a rebatedores curvos pendurados no teto.
Embora a separação entre fonte de luz e superfície de reflexão esteja ligada a questões como ocultar a fonte luminosa e otimizar o baixo pé-direito, no banco Pactual a arquiteta teve que enfrentar pormenores de sutil complexidade.
O conjunto de funcionamento integrado requer que se estipule a distância entre seus elementos e, portanto, as alturas de um e de outro. Os limites eram, para a luminária, a maior altura possível para o não ofuscamento visual de um funcionário em percurso pelo corredor lindeiro à mesa, e, para o refletor, a localização ideal para homogeneamente concentrar-se a luz rebatida na superfície de trabalho.
Outro condicionante igualmente prioritário foi a posição e curvatura dos anteparos, que poderiam causar prejuízos à acústica, reverberando as falas locais e individuais por todo o ambiente. A curvatura apropriada foi, então, equacionada com a consultoria de acústica, embora restasse a dificuldade para a luz e para o som, dessa vez imposta pela arquitetura. Os anteparos côncavos não são alinhados, nem horizontal nem verticalmente, o que exigiu de Neide finos cálculos e grande dose empírica. |