|
|
 |
 |
 |
 |
| |
Cristina Maluf Arquitetura de Iluminação
Luminotécnica de restaurante, Porto Alegre |
 |
 |
 |
 |
| |
 |
| |
Nas sancas do salão, lâmpadas com filtros RGB permitem a gradual mudança de cor do ambiente, de acordo com a estação |
 |
 |
 |
 |
| |
| Luminotecnia dramatiza ambientação e dá ênfase à arquitetura |
|
 |
|
Inaugurada no segundo semestre de 2005, a unidade gaúcha do restaurante Hashi teve iluminação implantada a partir de projeto da arquiteta Cristina Maluf. Tomando como base as diretrizes arquitetônicas definidas pelo escritório Debiagi Arquitetos e Urbanistas, a luminotecnia conferiu aos ambientes uma atmosfera dramática, que, segundo a autora, tem o intuito de valorizar a arquitetura e proporcionar flexibilidade ao espaço.
Uma residência no bairro Bela Vista, em Porto Alegre, passou por diversas alterações para transformar-se na filial do Hashi, especializado em cozinha japonesa tradicional. A reconfiguração, com base no projeto do escritório Debiagi, teve como objetivo criar ambientes intimistas - orientação transmitida à arquiteta Cristina Maluf, convidada para desenvolver o projeto luminotécnico.
A interpretação desses conceitos pela luminotécnica resultou em iluminação de caráter dramático, que, segundo Cristina, enfatiza a arquitetura e proporciona flexibilidade ao espaço. Ela lembra que, desde o início, uma das preocupações dos proprietários era oferecer conforto visual aos clientes, que não deveriam ser incomodados por fontes de luz mal colocadas ou luminárias sem controle de ofuscamento. |
|
|
 |
| O centro das mesas do salão Jardim recebe luz vinda de lâmpadas halógenas com foco concentrado de oito graus, valorizando arranjos de flores |
|
 |
 |
 |
 |
| |
 |
| |
No salão Shodô, cujo pé-direito é mais alto, o foco tem apenas quatro graus de abertura |
 |
 |
 |
 |
| |
|
Trabalhando as cores escuras e neutras definidas na arquitetura, o projeto de iluminação recorreu a luminárias providas de grelhas Honey Comb e filtros esculturais - “equipamentos de muita importância para manter o ambiente com a aparência desejada”, explica a arquiteta.
No acesso, foram instaladas no piso luminárias balizadoras equipadas com diodos emissores de luz (leds), que marcam o acesso de veículos sob o pórtico. Na escadaria, balizadores com o facho de luz direcionado para baixo iluminam os degraus. Na porta, uma luminária em chapa de aço distribui luz direta e indireta.
Internamente, no hall de entrada, lâmpadas fluorescentes com filtro âmbar fazem com que o forro de gesso pareça uma grande placa suspensa no ar, sugestão complementada pela iluminação de destaque. Combinam com essa atmosfera as sancas na altura das mesas da sala de espera e no forro do salão Jardim. Nelas foram dispostas lâmpadas com filtros RGB (red, green e blue), que permitem gradual mudança de cor de acordo com a estação. “Os comandos posicionados em quadro de distribuição junto ao balcão de bebidas facilitam o manuseio pelo barman”, observa Cristina.
Tanto no salão Jardim como no salão Shodô, os centros das mesas recebem luz de lâmpadas halógenas - no primeiro com foco concentrado de oito graus e no segundo, com pé-direito mais alto, de apenas quatro graus. Esse tipo de lâmpada valoriza os utensílios de cerâmica e os arranjos florais. Isenta de ofuscamento, a iluminação é suficiente para a leitura do cardápio. |
|
|
 |
| No acesso ao restaurante, foram instalados, na escadaria, balizadores com o facho de luz direcionado para baixo, iluminando os degraus |
| |
 |
| Na área de espera foram criadas sancas, onde estão instaladas as fontes de iluminação |
|
 |
 |
 |
 |
| |
 |
| |
Filtros esculturais foram especificados para a iluminação do sushi bar |
 |
 |
 |
 |
| |
|
No bar e no sushi bar, filtros esculturais proporcionam iluminação linear da superfície de trabalho, com foco retangular exatamente sobre o tampo, sem sobras de luz no piso. Complementarmente, uma linha de luz ilumina o tampo de atendimento no sushi bar e a frente do balcão no bar. No primeiro, há ainda lâmpadas que
focam apenas o prato do cliente.
Nos degraus que separam a área de espera e o sushi bar foram dispostos balizadores, também empregados na circulação que leva aos sanitários e aos ambientes reservados, abertos para o jardim. Neste, peças embutidas no piso valorizam a vegetação.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 327 Maio de 2007 |
 |
 |
|
Cristina Maluf formou-se arquiteta em 1975, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de titular do escritório Cristina Maluf Arquitetura de Iluminação, é diretora de relações culturais da Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação (Asbai) |
|
| |
|
|
|
 |
| Iluminação focada apenas no balcão do sushi bar, sem sobras no piso |
|
 |
 |
| |
Fornecedores
Osram (lâmpadas); Lumini, Metalarte, Led Point (luminárias); Giordani (esquadrias de alumínio); Moschetta (esquadrias de madeira e mobiliário); Sonex (forro e isolamento acústico); Bordas e Veredas, Portobello (pisos); Ispersul (impermeabilização); Belas Artes (clarabóia); Vidrobox (vidros); Metalplan (estrutura de aço); Acotex (funilaria); Bonato (divisórias de mármore); MC Marcecar (mão-de-obra) |
|
|