Funcionando desde outubro de 2007, o Bangu Shopping foi implantado na área da Companhia Progresso Industrial do Brasil - nome oficial da Fábrica de Tecidos Bangu, que se instalou naquele bairro carioca no final do século 19 e lá funcionou por mais de um século. O projeto de adequação ao novo uso foi desenvolvido pelo escritório GCP Arquitetos e os interiores pelo Studio di Architettura, do arquiteto Mauro Neves Nogueira. A luminotécnica foi elaborada por LD Studio e Rio Branco & Faccini, este co-autor do trabalho. O conceito geral da luminotecnia buscou um desenho simples e eficiente, em harmonia com a arquitetura fabril de qualidade, segundo a avaliação da arquiteta Mônica Luz Lobo, do LD.
Como a edificação é tombada e se tornou um símbolo da região, Mônica Lobo e Mônica Rio Branco (esta de Rio Branco & Faccini) tomaram cuidados ainda maiores com a iluminação das fachadas, por configurarem a imagem-síntese do empreendimento - o logotipo do shopping center até as adota como elemento de identificação. “Procuramos destacar com a luz o ritmo dos cheios e vazios entre as esquadrias e as paredes de tijolos aparentes”, informa Mônica Lobo.
As grandes janelas dessas fachadas - que estão na escala do pedestre - são iluminadas por projetores para lâmpadas de vapor metálico de cerâmica de duplo contato. “Com esses equipamentos complementamos a compreensão da fachada e, ao mesmo tempo, fornecemos iluminação para o passeio”, acrescenta a arquiteta e lighting designer. Um software de renderização permitiu simular no computador o resultado final da proposta, tornando-a mais visível para o cliente.
Ponto de atenção no conjunto, por sua visibilidade, a chaminé da fábrica foi iluminada por projetores Powerspot dispostos ao seu redor, no telhado. De início, pretendia-se adotar “anéis de neon ligados a um seqüenciador, mas a solução foi descartada em função da extrema dificuldade de manutenção àquela altura”, argumenta Mônica Rio Branco. |