Entre os pontos altos do projeto está o jardim de entrada, com sua pequena floresta de troncos secos. Essa área, que faz a transição entre a rua e os espaços internos, tem pé-direito de cinco metros e teto revestido por espelho. Ali, os luminotécnicos optaram por uma iluminação de baixo para cima, com lâmpadas de vapor metálico de tom amarelo, complementadas por filtro da mesma cor (a fim de reforçar o tom quente) e instaladas em luminárias embutidas no piso, sempre rentes aos troncos. O espelho cria uma chuva de luz quase feérica, que produz efeito interessante na modelagem dos galhos e estabelece uma barreira visual entre a cidade e o bar, cumprindo assim a proposta de demarcar o refúgio urbano. O mesmo tratamento foi dado ao jardim nos fundos, onde uma grande árvore foi preservada.
O conjunto recebe iluminação geral indireta a partir de sancas de gesso que direcionam a luz para cima. Elas embutem fluorescentes tubulares em sistema RGB, cada uma delas dotada de um filtro translúcido que ajuda a mesclar e dar maior saturação às cores. Filtros opalinos fecham as sancas e implicam mais uniformidade e sutileza luminosa. A programação varia dentro de uma paleta restrita a tons de violeta, vinho, azul e verde, selecionados em função do mobiliário. A gradação é lenta e suave, de modo que o cliente não se dá conta do momento da mudança. “O sistema RGB permite criar qualquer tonalidade. O que faz a diferença neste projeto é a parcimônia com que programamos as cores e a velocidade de transição”, detalha Franco. |