7º Lighting Design
Peter Gasper
- Detalhes
- 13 de Outubro de 2004. Visitas: 60.178
Criar, e não inventar
![]() |
| Na Marquês de Sapucaí, o maior espetáculo teatral do mundo, iluminação de Peter Gasper e seus efeitos multicoloridos |
![]() |
| A dramatização é um recurso empregado com freqüência nos projetos de Peter Gasper |
![]() |
| Museu Imperial em Petrópolis, RJ: espetáculo de luzes dá caráter teatral à iluminação do edifício histórico |
O tema sugerido ao lighting designer Peter Gasper - “Iluminação cênica em lojas, restaurantes e monumentos” - serviu apenas como pano de fundo para a palestra que encantou a platéia do 7º Lighting Design.
Gasper, que tem escritório no Rio de Janeiro, começou sua vida profissional como cenógrafo na extinta b e, a partir de 1974, quando fez curso de iluminação na Alemanha, direcionou o foco de seu trabalho para a especialidade em que hoje atua. Gasper disse que se cansou de observar erros de iluminação em cenários que criava para a televisão e o teatro. “Quem faz a grafia da cena teatral é a luz”, explicou.
Lighting designer, portanto, há 30 anos, ele exibiu no evento obras recentes para as quais desenvolveu projeto luminotécnico (Rock in Rio 2001; a casa Sarney/Murad, em São Luís; a residência de campo de Walter Moreira Salles, em Petrópolis, RJ; e a iluminação da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, PR, entre outros).
Gasper argumentou que, como no teatro, a iluminação é também é responsável pela criação da cena arquitetônica. Por isso ele considera que iluminar é tão importante quanto não fazê-lo: “Apagar as luzes é parte do projeto luminotécnico. E se o arquiteto emprega o claro e o escuro, eu também posso usá-los”, ponderou.
Uma recomendação de Gasper aos interessados em iluminação foi que não se deixem encantar pela tecnologia – “importante é criar, e não inventar”, destacou.
Transgressor em suas criações, que na maior parte dos projetos proporcionam uma nova leitura para a obra, Gasper diz, no entanto, que o luminotécnico - ou diretor de iluminação, denominação que, segundo ele, os profissionais dessa área podem reivindicar – deve ser fiel ao projeto arquitetônico.
Gasper, que tem escritório no Rio de Janeiro, começou sua vida profissional como cenógrafo na extinta b e, a partir de 1974, quando fez curso de iluminação na Alemanha, direcionou o foco de seu trabalho para a especialidade em que hoje atua. Gasper disse que se cansou de observar erros de iluminação em cenários que criava para a televisão e o teatro. “Quem faz a grafia da cena teatral é a luz”, explicou.
Lighting designer, portanto, há 30 anos, ele exibiu no evento obras recentes para as quais desenvolveu projeto luminotécnico (Rock in Rio 2001; a casa Sarney/Murad, em São Luís; a residência de campo de Walter Moreira Salles, em Petrópolis, RJ; e a iluminação da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, PR, entre outros).
Gasper argumentou que, como no teatro, a iluminação é também é responsável pela criação da cena arquitetônica. Por isso ele considera que iluminar é tão importante quanto não fazê-lo: “Apagar as luzes é parte do projeto luminotécnico. E se o arquiteto emprega o claro e o escuro, eu também posso usá-los”, ponderou.
Uma recomendação de Gasper aos interessados em iluminação foi que não se deixem encantar pela tecnologia – “importante é criar, e não inventar”, destacou.
Transgressor em suas criações, que na maior parte dos projetos proporcionam uma nova leitura para a obra, Gasper diz, no entanto, que o luminotécnico - ou diretor de iluminação, denominação que, segundo ele, os profissionais dessa área podem reivindicar – deve ser fiel ao projeto arquitetônico.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 296 Outubro de 2004
Edição 296 Outubro de 2004













