Laura Larrubia Luz e Arquitetura

Luminotécnica de livraria, São Paulo

Fichas técnicas
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A iluminação geral é complementada por PAR 30 embutidas no forro
Vista do mezanino. A iluminação geral é complementada por PAR 30 embutidas no forro
Soluções superam dificuldade de iluminar em pé-direito elevado
Madeira escura e pé-direito duplo com estantes piso-teto remetem às antigas bibliotecas e criam a ambientação sofisticada que diferencia esta unidade das outras 26 lojas Saraiva Megastore. Esses elementos representaram também o principal desafio para o projeto luminotécnico, desenvolvido por Laura Larrubia, que não só supera essas dificuldades, mas também valoriza o espaço e a transparência da fachada.

Há cerca de dois anos, a Livraria Saraiva adquiriu a Siciliano e passou a investir na reformulação das lojas de sua antiga concorrente, dando a elas as características de sua própria marca. A unidade situada no Shopping Pátio Higienópolis, na zona oeste de São Paulo, recebeu a configuração de uma Saraiva Megastore, mas com tratamento diferenciado, com linguagem inspirada nas antigas bibliotecas. O projeto de interiores ficou a cargo da KN Associados, que contratou o escritório da arquiteta Laura Larrubia para desenvolver a proposta de iluminação.

O mobiliário de madeira ebanizada, quase preta, e o pé-direito alto tornaram o trabalho mais desafiador. “Apesar dessas dificuldades, tínhamos que criar uma iluminação agradável, eficiente e de manutenção simplificada”, resume Laura. A solução escolhida emprega basicamente as fluorescentes T5 de 28 ou 14 watts e 3 mil kelvins (tonalidade amarelada), combinadas ora com lâmpadas de vapor metálico, ora com halógenas para dar destaque aos itens expostos.

A fachada de vidro funciona como uma grande vitrine que expõe o interior da loja
A fachada de vidro funciona como uma grande vitrine que expõe o interior da loja
A comunicação visual usa lâmpadas fluorescentes T5 de 28 watts e 3 mil kelvins
A iluminação geral é indireta, com pontos de destaque. A comunicação visual usa lâmpadas fluorescentes T5 de 28 watts e 3 mil kelvins
O pilar revestido por acrílico, idealizado pelos arquitetos, também emprega fluorescentes T5
O pilar revestido por acrílico, idealizado pelos arquitetos, também emprega fluorescentes T5

Essas fluorescentes são usadas em toda a comunicação visual e nas sancas que contornam o topo das estantes para oferecer iluminação geral indireta. Aplicadas tanto no térreo como no mezanino, as sancas atraem o olhar do observador. Na área de pé-direito duplo estão embutidas no forro lâmpadas de vapor metálico CDMR 111 de 24 graus, que iluminam com eficiência os livros nas prateleiras, bem como os dispostos nos expositores baixos. “O facho é concentrado, mas devido à altura abre um pouco até chegar no piso. Essa lâmpada não deixa ver a fonte luminosa e tem vida útil de 10 mil horas”, destaca Laura. Onde o pé-direito é simples, como no mezanino, essa complementação é dada por lâmpadas halógenas PAR 30, de 75 watts, que têm índice de reprodução de cores de 100% e garantem ambientação mais aconchegante. A fim de quebrar a homogeneidade luminosa nos expositores afastados das paredes, a arquiteta especificou a luminária que combina duas fluorescentes T5 no centro com uma halógena AR70 em cada extremidade.

Para o setor infantil, Laura idealizou o pórtico de acesso com leds no sistema RGB, que automaticamente alterna as cores vermelha, verde e azul. No interior desse ambiente, reaparece a sanca com fluorescente, porém com filtro azul na lâmpada para lembrar o céu e dar um efeito lúdico. No restante da área, a iluminação é dada por halógenas PAR 30.

Alguns pontos se destacam nesse cenário, como o chamado “lustre da sabedoria”, logo na entrada, idealizado pela equipe da KN. Trata-se de um elemento cilíndrico de gesso, pintado de preto, com livros pendurados como em um móbile, posicionado no centro de um recorte que oculta lâmpadas T5 de 14 watts. As CDMR 111 entre os livros criam efeito de luz e sombra e ajudam a despertar a atenção do observador para esse elemento. Os arquitetos também atuaram na concepção da comunicação visual, da caixa de luz que funciona como expositor na vitrine e do pilar revestido por acrílico no mezanino, deixando para a luminotécnica a responsabilidade de escolher a lâmpada mais apropriada a cada um desses elementos.


Texto de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 361 Março de 2010

Laura Larrubia (Unip, 1994) trabalhou nos escritórios luminotécnicos Esther Stiller e Franco + Fortes Lighting Design e desde 1998 mantém escritório próprio em São Paulo
Pórtico de acesso à área infantil usa leds em sistema RGB com alternância automática das cores
Fluorescentes com filtro azul embutidas na sanca da área infantil criam um céu de faz de conta
Fluorescentes com filtro azul embutidas na sanca da área infantil criam um céu de faz de conta
Luminárias com difusor acrílico recortam o forro sobre as escadas rolantes
Luminárias com difusor acrílico recortam o forro sobre as escadas rolantes
Lâmpadas CDMR 111 fazem o jogo de luz e sombra
Livros pendurados no elemento cilíndrico, de gesso pintado de preto, marcam a entrada da loja. Lâmpadas CDMR 111 fazem o jogo de luz e sombra
Nos trechos de pé-direito simples, luminárias que combinam uma fluorescente no centro e uma AR70 em cada extremidade quebram a homogeneidade luminosa
Nos trechos de pé-direito simples, luminárias que combinam uma fluorescente no centro e uma AR70 em cada extremidade quebram a homogeneidade luminosa