Edifício Colaborativo
Incorporadora procura ideias para edifício sob medida
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- 24 de Outubro de 2011. Visitas: 5.739
Para participar, os interessados deveriam ir à aba da incorporadora no Facebook - www.facebook.com/ ideiasgafisa -, onde se verificava que a Gafisa deu o nome de Edifício Colaborativo à iniciativa. “Construa esse projeto com a gente, ele parte de você”, reforçava-se ali.
Num primeiro momento, até meados de julho, seria escolhido o nome do futuro prédio. Depois, o público poderia apresentar ideias gerais e específicas sobre sustentabilidade, apartamento, lazer e tecnologia.
De acordo com a gerente de marketing institucional da Gafisa, Débora Rapoport, numa segunda fase seria avaliada a viabilidade arquitetônica, técnica e prática de algumas ideias e, em seguida (ainda sem data definida), se mostraria o projeto completo, as sugestões selecionadas e como elas foram aproveitadas no empreendimento.
Como a iniciativa ainda se encontrava na etapa inicial, afirmou Débora, não estava definido quem seria o autor do projeto nem a cidade onde o prédio seria implantado. Dá para arriscar, porém, que seria em São Paulo.
Na surrealista montagem que ilustrava o anúncio da Gafisa, somavam-se desenhos que iam de uma casa na árvore a uma residência-bola, passando por um campo de futebol, outro de golfe e horta. Havia, até mesmo, apartamentos. Não existia, portanto, limites para as sugestões.
No mercado imobiliário, a proposta da Gafisa revela parentesco com o empreendimento Torre Pluralista, laços que podem ser constatados na edição 130 de PROJETO DESIGN, de março de 1990. “A construtora [Método Engenharia] está colocando em prática uma ideia reconhecidamente inovadora, pelo menos em termos brasileiros”, informava o texto.
A proposta era que cada andar das torres (seriam duas, uma no Campo Belo e outra no Morumbi) fosse projetado por um arquiteto diferente, de tendências e escolas diversas.
No primeiro edifício, o elenco de autores incluía, entre outros, Ricardo Julião e Paulo Mendes da Rocha. Gaetano Pesce, arquiteto italiano, era apresentado como o responsável pela concepção do projeto.
Nenhum dos prédios foi implantado, e na estreia da seção Memória (edição 241, março de 2000) o arquiteto Eduardo de Almeida considerou que os profissionais haviam embarcado numa canoa furada, algo sem pé nem cabeça. Para a Gafisa, fica aqui uma sugestão de nome: Torre Pluralista.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 378 Agosto de 2011


