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Convento do Carmo reabre
em 2002 novamente como um hotel |
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Uma das principais
obras da arquitetura colonial brasileira, o Convento do
Carmo, em Salvador, passou a abrigar, em meados da década
de 70,
a Pousada do Carmo. A intenção era repetir
no Brasil o modelo de hospedagem tradicional na Europa:
hotéis instalados em prédios históricos,
como castelos e monastérios.
Antes da transformação em pousada, os dois
claustros do convento eram ocupados por museus.
A tarefa de dar ao convento a ocupação hoteleira
foi atribuída ao arquiteto Sérgio Rocha,
diretor do grupo Luxor, na parte de hotelaria, cabendo
a Fernando Machado Leal desenvolver o projeto de restauro.
O contrato de arrendamento feito pela Luxor com a Província
Carmelita de Santos Elias e referendado pelo governo da
Bahia estipulava também que, à medida que
o Estado fosse perdendo interesse pela ocupação
do convento, as áreas liberadas passariam a ser
utilizadas pela operadora.
O trabalho foi publicado na edição 12 de
PROJETO, em maio de 1979. No volume 19 dos Cadernos Brasileiros
de Arquitetura, de 1987, a pousada foi um dos principais
temas. |
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Em 1990, a Luxor rompeu o contrato
com a Província Carmelita e deixou de explorar
o local. De acordo com o arquiteto Sérgio Rocha,
que continua a atuar no grupo, a proprietária
do imóvel considerava o negócio pouco
rentável e pretendia discutir novas bases para
o arrendamento. “Para o grupo, o lucro da unidade não
justificava a revisão”, ele afirma. Além
disso, haviam surgido em Salvador novos hotéis
e a promessa de revitalizar a região do Pelourinho
vinha sendo sucessivamente adiada pelo governo do Estado.
O grupo fazia a manutenção permanente
da pousada, enquanto via seu entorno deteriorar-se.
Nessas circunstâncias, o grupo Luxor abriu mão
da Pousada do Carmo. Onze anos depois, acompanhando
a gradativa revitalização da área
do Pelourinho, que vem sendo promovida desde a segunda
metade da década de 1990, a antiga pousada está
em obras e deve ser reaberta em abril de 2002.
Em sua nova fase, sob o nome Hotel Convento do Carmo,
a edificação será operada pele
rede Tropical de Hotéis. O negócio
foi feito em parceria pela Santa Bárbara Empreendimentos
- grupo sediado em Belo Horizonte - e a Tropical. Quem
assina o novo projeto é o escritório André
Sá & Francisco Mota Arquitetos, sediado
em Salvador e responsável, entre outros, pela
complexo hoteleiro de Sauípe
(leia mais no ARCOweb).
Em relação à ocupação
anterior, uma das principais diferenças do projeto
refere-se à incorporação dos dois
prédios ao programa turístico cultural
- o complexo do Convento do Carmo é formado,
ainda, por uma igreja. A edificação junto
ao templo aloja atualmente museu, escritórios
e habitação dos padres. A outra foi onde
funcionou a antiga pousada.
A área administrativa e o alojamentos dos
padres serão transferidos para outro local,
mas o museu será mantido, com modificações
que melhorem a qualidade visual e didática da
exposição. “O conceito básico do
projeto consiste não somente na reabertura do
hotel, mas na criação de um pólo
de atração na vida cultural do Pelourinho”,
adianta o arquiteto André Sá.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 258 Agosto 2001
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| Convento do Carmo, na área
do Pelourinho, em Salvador-BA |
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| Vista aérea do convento-pousada |
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