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Ao final de
2001, a Abea - Associação Brasileira de
Ensino de Arquitetura contabilizava a existência
de quase 140 cursos de arquitetura no país.
A maior parte deles funciona no estado de São Paulo,
que tem 41 cursos. O Rio Grande do Sul vem a seguir, com
16 cursos de graduação.
Na seqüência, aparecem os estados de Minas
Gerais e Rio de Janeiro, onde 13 escolas formam arquitetos.
O Paraná tem 11 cursos. Piauí, Sergipe e
Tocantins contam, cada um deles, com uma escola de ensino
de arquitetura.
Mas, haverá trabalho para tantos jovens? Estarão
eles recebendo formação adequada?
Desde que foi aplicado pela primeira vez, em 1996, pelo
Ministério da Educação, o Exame Nacional
de Cursos (Provão) ainda não analisou os
cursos de arquitetura. Em 2002, porém, eles serão
incluídos na avaliação. Que retrato
surgirá? |
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Na edição 143, de
julho de 1991, na qual PROJETO abordou o
tema ensino, São Paulo e Rio Grande do
Sul eram os dois principais pontos de origem das então
jovens promessas. Angelo Bucci, Fernando de Mello Franco,
Marta Inês da Silva Moreira e Milton Braga, formados
pela FAU-USP na segunda metade da década de 1980
e hoje sócios no MMBB Arquitetos apareciam na
lista.
Assim como eles, Mario Biselli e Artur Katchborian,
que também constavam da relação,
decolaram para uma profícua carreira, consolidando
vocação que despontava quando se graduaram
pela FAU-Mackenzie, também de São Paulo
No Rio Grande do Sul, a revista apostava suas
fichas, entre outros, na capacidade de Sérgio
Marques, arquiteto da turma de 1984 da FAU-Ritter dos
Reis que, atualmente, divide-se entre a carreira universitária
e o escritório de arquitetura.
Marques tem em seu currículo a co-autoria do
Centro Nova Olaria, eleito por PROJETODESIGN
como um dos principais trabalhos de reciclagem da década
de 1990. Também no Sul, mas na pequena Antônio
Prado, Gederson Meotti (formado em 1989 pela FAU-UFRGS)
tem sua trajetória pontuada por trabalhos que,
dada sua qualidade, PROJETODESIGN registra com
freqüência.
A novíssima safra de arquitetos, publicada
agora em janeiro de 2002 pela revista é geograficamente
mais equilibrada. Dos 12 projetos selecionados, quatro
foram desenvolvidos por arquitetos formados em São
Paulo, três por profissionais egressos de escolas
mineiras e dois são de diplomados por escolas
cariocas. Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio Grande
do Norte têm um representante cada.
Independentemente da origem escolar, os outrora
jovens profissionais tiveram certa responsabilidade
em "burilar" parte dos novos talentos.
Tiago Holzmann da Silva, o único gaúcho
da atual edição, passou pelo escritório
de Sérgio Marques. Alexandre Cafcalas é,
de certa forma, cria de Biselli e Katchborian. E Vinicius
Andrade transitou pelo escritório MMMB.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 263 Janeiro 2002
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Hospital e Centro Médico
Medical Care:
projeto de Mario Biselli, Artur Katchborian, Alfieri Chiamolera
Júnior e Francisco José Alves de Sampaio |
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Sede da Gul em São
Paulo:
projeto de Alexandre Cafcalas e Guilherme Margara. Cafcalas
trabalhou no escritório de Biselli e Katchborian |
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