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| Lelé em Ribeirão
Preto-SP |
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Até
o final de 2003, a região da Baixada, em Ribeirão
Preto-SP, estará profundamente alterada por um
conjunto de obras desenhadas por João Filgueiras
Lima (Lelé), um dos mais talentosos profissionais
da arquitetura em atividade.
A prefeitura quer transformar a Baixada no novo cartão-postal
do município, com proposta que inverte a máxima
segundo a qual os centros comerciais das médias
e grandes cidades brasileiras são locais decadentes
e desvalorizados.
O conjunto de obras, denominado Projeto Vale dos Rios,
prevê a construção de um terminal
de transporte coletivo, em frente ao Centro Popular de
Compras, e a execução de viaduto de ligação
entre o centro e Vila Tibério. A prefeitura implantará
ainda, em vários bairros, as Bases de Apoio Comunitário,
também com desenho de Lelé.
No trabalho, o arquiteto teve a companhia do antropólogo
Roberto Pinho, parceiro freqüente. Também
no centro, em parceria com a Associação
Comercial e Industrial, está prevista a reforma
dos calçadões e das fachadas das lojas. |
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Revitalizar a região central
é uma pauta antiga em Ribeirão Preto.
Em abril de 1991, na edição 140,
com o título “Proposta para o Centro de Ribeirão
Preto”, PROJETO divulgava o resultado de concurso com
essa finalidade, promovido pela prefeitura local, junto
com a Coordenadoria de Planejamento, Associação
Comercial e Industrial e Companhia de Desenvolvimento
de Ribeirão Preto (Coderp).
Os arquitetos Antônio Stefani, Carlos Stechhahn,
Constantino Sarantópoulos, Fátima Regina
de Souza, Maria Lúcia Soubihe e Sérgio
Coelho tiveram seu trabalho escolhido.
As intervenções se concentravam
nas praças 15 de Novembro e Carlos Gomes e suas
proximidades. O grupo vencedor apresentou seu trabalho,
do ponto de vista conceitual, como uma proposta de “agenciar
espaços viários em espaços de apropriação
coletiva multifuncional, através da criação
de calçadões, comércio 24 horas
e a reforma das praças 15 de Novembro e Carlos
Gomes, com destino para novas atividades, a fim de garantir
o uso constante de seus espaços nos diversos
horários”. O trabalho foi parcialmente implantado.
O projeto de Lelé desenvolve-se em outra
área do centro, no trecho da avenida Jerônimo
Gonçalves, entre a rua Guatapará e avenida
Francisco Junqueira. A Estação Central
do Vale é a ponta-de-lança da proposta,
pois sua parte superior é um minielevado para
o tráfego de veículos que contém,
ainda, uma via de pedestres, dando acesso ao novo Parque
Maurílio Biagi. O elevado sobre o terminal terá
grande vão livre, sustentado por tirantes de
aço presos a torres metálicas. As rampas
de embarque e desembarque poderão atender até
45 ônibus simultaneamente.
Rampas e passarelas ligarão o terminal
de ônibus a um centro de lazer e gastronomia a
ser implantado no prédio da atual rodoviária.
À iniciativa privada caberá construir
a nova rodoviária em área ainda a ser
definida, porém nas imediações
do quadrilátero central. Lelé afirma que
o projeto criará um espaço vital para
a convivência espontânea de todas as camadas
da população da cidade.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicado originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 266 Abril 2002
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