Escolhido em
concurso fechado feito pela
Escola de Administração de Empresas de São
Paulo, da Fundação Getúlio Vargas
(Eaesp-FGV),
o escritório Botti Rubin Arquitetos Associados
é o autor do projeto de edifício para a
instituição de ensino.
O prédio deve ser construído em terreno
contíguo ao da sede existente, para onde a escola
se mudou em meados da década de 1960. Além
de salas de aulas, haverá na nova edificação
áreas destinadas à direção
da entidade.
Bem antes da proposta da Botti Rubin, a instituição
já tentara construir no terreno. E, como agora,
lançou mão de um concurso fechado, do qual
saiu vencedor o escritório Rino Levi Arquitetos
Associados. O projeto não saiu do papel. |
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A proposta foi publicada na
edição 111 de PROJETO, em junho de 1988:
“Sob
a forma de uma torre a ser construída em etapas,
o projeto inicial, que conta com três andares
para salas de aulas e instalações administrativas
(além do estacionamento em subsolo que tira partido
do nível do terreno), pode assim crescer de acordo
com as exigências futuras de ampliação
da escola”, informava o texto da reportagem.
Anos depois, já em meados da década
de 1990, a FGV cogitou construir um campus em
outro terreno de sua propriedade, junto à rodovia
Raposo Tavares, região oeste de São Paulo.
De novo, realizou concurso, do qual participaram
importantes figuras da arquitetura nacional, como Paulo
Mendes da Rocha e Roberto Loeb. O trabalho vencedor
foi desenvolvido pelo arquiteto Eduardo de Almeida,
profissional que fizera parte do júri do concurso
vencido por Rino Levi.
Novamente, o projeto não foi construído.
Fundada em 1954 como braço escolar da
Fundação Getúlio Vargas do Rio
de Janeiro, responsável por estatísticas
e estudos relativos à economia brasileira, há
cerca de dez anos a Eaesp-FGV desvinculou-se da instituição
carioca, deixando também de receber verbas
públicas para sua manutenção. Sua
sede, na avenida 9 de Julho, uma das vias mais conhecidas
de São Paulo, foi projetada pelo engenheiro-arquiteto
Miguel Badra Jr., trabalho que foi publicado
pela revista Acrópole 275, em outubro
de 1961.
Espera-se que o trabalho da Botti Rubin tenha
melhor sorte que os de Rino Levi e Eduardo de Almeida.
Atendendo a um desejo da escola, o conjunto da rua Itapeva
foi desenhado de forma a tornar-se um marco na capital,
que poderá ser observado do vão livre
do Masp e de diversos outros pontos da avenida Paulista.
O projeto prevê um bloco com três frentes
curvas de vidro, uma delas estendendo-se 30 m acima
do coroamento do prédio. Além de importante
elemento na composição arquitetônica,
essa lâmina terá a função
de sombrear a face da edificação mais
afetada pela insolação.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 267 Maio 2002
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