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| Aflalo
& Gasperini, 40 anos |
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Em 1987,
aos 25 anos de existência, o escritório Croce,
Aflalo & Gasperini realizou, no Museu de Arte Moderna
de São Paulo, a exposição Non
Aedificata, com projetos que não saíram
do papel. Hoje seria difícil montar um evento com
esse mesmo espírito.
Em parte porque seus atuais titulares, os arquitetos Gian
Carlo Gasperini, Roberto Aflalo Filho e Luiz Felipe Aflalo
Herman, aprenderam a não avançar
além do recomendável em estudos preliminares.
Também porque a quantidade de projetos construídos
nos últimos 15 anos supera
a dos que não foram adiante.
Fundado em 1962, o escritório completou 40 anos
com a energia de dois jovens de 20. A data teve como principal
marco uma exposição, realizada na Embaixada
do Brasil em Roma, no início do segundo semestre,
em que foi mostrada parte do amplo e diversificado acervo
acumulado nessas quatro décadas.
Em 2003, a mostra segue para outras capitais européias
e, depois, para o Brasil.
E também está programada a edição
de um livro. |
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No número 18, de 1980,
PROJETO registrava
pela primeira vez um trabalho do escritório:
o auditório de Campos do Jordão,
no interior paulista. Quando completadas as “bodas de
prata” de Croce, Aflalo & Gasperini, na edição
108, de março de 1988, João Carrascosa
escreveu:
“É impossível analisar a história
recente da arquitetura em São Paulo sem levar
em conta a obra de Croce, Aflalo & Gasperini.
Nos últimos 25 anos, o escritório paulista
vem produzindo projetos da maior importância [...]
que formam uma das maiores intervenções
arquitetônico-urbanísticas realizadas por
um só escritório em São Paulo”.
Ajustando os números, o texto se mostraria extremamente
atual.
De 1994 até 2002 PROJETODESIGN registrou
marcos como os edifícios do Citibank,
na av. Paulista (edição 97, de 1987),
e Os Bandeirantes, na avenida Brigadeiro Faria
Lima (edição 186, de 1995), ambos em São
Paulo.
O segundo é citado pelo próprio Gian Carlo
Gasperini como um dos mais significativos trabalhos
do escritório na última década.
Razões para o sucesso e a longevidade?
Não há uma receita, afirmam os atuais
líderes do escritório. Concordam, porém,
que a tarefa de delegar e agir de forma não
centralizadora é fundamental.
Nesse contexto, a presença de uma segunda geração
em funções de comando, avaliam, é
conseqüência.
Embora eles não o mencionem, é possível
afirmar que para isso contribui trabalhar a arquitetura
de forma evolutiva, em termos de linguagem e de
técnicas construtivas, avessa a modismos,
independentemente da tipologia edificada.
As provas são abundantes: do projeto do edifício
Peugeot (em Buenos Aires), concorrente em um concurso
internacional para o qual se juntaram Plínio
Croce, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini - e está
aí a origem do escritório -, à
reurbanização do complexo prisional
do Carandiru, cujas obras devem ser iniciadas em
2003.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 274 Dezembro 2002
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| A origem: projeto do edifício
Peugeot, em Buenos Aires, vencedor de concurso internacional
da UIA |
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| Edifício Os Bandeirantes
(1995), "um dos mais significativos trabalhos do
escritório na última década" |
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O futuro: projeto de reurbanização
do Carandiru,
em São Paulo, também vencedor de concurso |
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