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Opera Prima faz 15 anos
e volta para a casa paterna |
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O prazo para
a remessa dos trabalhos concorrentes à 15ª
edição do concurso
Opera Prima está chegando ao final. Além
de algumas reformulações, para aprimorar
o evento, o que marca a competição este
ano é a retomada de sua denominação
original e a volta à revista PROJETODESIGN,
que lhe trouxe a merecida projeção - um
retorno semelhante àquele do filho pródigo,
na parábola bíblica. O nome Opera Prima
estava tão relacionado ao evento que, mesmo durante
as edições em que foi promovido como Prêmio
Paviflex, alunos e professsores referiam-se a ele pela
denominação anterior. Figurar entre os vencedores
sempre foi considerado pelos formandos uma espécie
de batismo profissional. |
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“Para muitas escolas é através
desse trabalho, cujo tema geralmente é de livre
escolha do aluno, que é feita a avaliação
final do formando. É ali que se realiza a síntese
do aprendizado”, escreveu o arquiteto Carlos Maximiliano
Fayet, então presidente da Abea-Associação
Brasileira de Ensino de Arquitetura, no caderno que
circulou com o número 122 da revista PROJETO,
em junho de 1989. Nessa edição,
foram publicados os trabalhos vencedores do primeiro
Opera Prima. Fayet referia-se ao trabalho de graduação
integrado ou de diplomação (TGI), como
era então conhecido. O nome foi mudado para trabalho
final de graduação (TFG), mas o objetivo
de checar os conhecimentos dos alunos continua. Mas
não mudou só a sigla. Em 15 anos,
o número de escolas de arquitetura mais que triplicou.
As 48 unidades de ensino existentes quando da primeira
premiação expandiram-se para mais de 150,
de acordo com números de janeiro último
fornecidos pela Abea. Ainda que algumas delas não
inscrevam trabalhos ou não tenham alunos graduados
no ano passado, é possível prever que
a disputa será mais acirrada. Até
porque os resultados do Provão
demonstram que o ensino da profissão não
é tão deficiente como se supunha: mais
de 70% dos cursos estão dentro de padrões
aceitáveis.
A passagem por publicações diferentes,
organizadores distintos e entidades variadas é
uma ocorrência natural, ao longo da trajetória
da premiação. Porém, há
profissionais cujos nomes estão intimamente ligados
ao evento. Um deles é o arquiteto José
Carlos Ribeiro de Almeida, que foi consultor em
nove das 15 edições do Opera Prima. Ele
se recorda de que, quando o concurso foi lançado,
menos da metade das escolas realizava trabalho de graduação.
“Nesses 15 anos, a competição transformou-se
numa mostra fundamental para aferir a qualidade da formação
dos arquitetos”, afirma Almeida. A atual edição
do concurso reuniu como parceiros a Joy Eventos,
o IAB e PROJETODESIGN. Os julgamentos
- regional e nacional - acontecem na primeira quinzena
de maio. Ao final, serão escolhidos cinco trabalhos
que receberão prêmios de R$ 2 mil cada,
além de 20 menções honrosas. Em
média, o Opera Prima tem contado com a participação
de 90% das instituições habilitadas a
competir.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 277 Março 2003
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Logotipo do primeiro Opera
Prima: edição com
os trabalhos dos formandos de 1988 foi publicada em 1989 |
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A
próxima edição do concurso: ao longo
de 15 anos,
o número de escolas de arquitetura mais que triplicou |
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INSCREVA-SE!
Escolas interessadas em participar têm até
7 de abril de 2003 para
enviar os projetos selecionados em 2002 para o seguinte
endereço:
Concurso Opera Prima, rua da Consolação,
2847, conjunto 11, CEP 01416-001,
São Paulo-SP.
A íntegra do regulamento do concurso está
disponível aqui no ARCOweb
e no site do
IAB-SP. |
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