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Rino Levi, do Brasil,
e Aslan y Ezcurra, da Argentina,
revisitados |
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A qualidade
dos projetos que desenvolveram inscreveu os escritórios
Rino Levi Arquitetos Associados (Brasil) e Aslan y Ezcurra
y Asociados (Argentina) no panorama da arquitetura de
seus países no século 20.
Entre as obras que produziram estão edificações
industriais para a Unilever, nome da multinacional anglo-holandesa
que possui fábricas nas duas nações
e atua nos setores de higiene pessoal, limpeza e alimentos.
Há anos, o escritório brasileiro deixou
de projetar - pelo menos com sua denominação
original. Roberto Cerqueira César, um dos arquitetos
que sucedeu Levi à frente do escritório
(antes de a sociedade ser desfeita), faleceu recentemente.
Os titulares pioneiros do Aslan y Ezcurra foram sucedidos
pelos filhos, que continuam a atuar, porém com
menos ênfase em obras industriais.
A Unilever também passou por mudanças. Nos
dois últimos anos, por exemplo, implantou programa
mundial de redução de marcas. A decisão
de concentrar a produção em determinadas
unidades resultou na reformulação de algumas
fábricas instaladas nos territórios brasileiro
e argentino. |
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Ao escritório brasileiro G,
CP Arquitetos, com base em São Paulo, coube
a tarefa de desenvolver o projeto de reformulação
espacial de duas fábricas da Unilever: a de Tortuguitas,
na Argentina, e a de Indaiatuba, no interior
de São Paulo.
O projeto original do complexo industrial portenho,
de Aslan y Ezcurra y Asociados e o da unidade
paulista, desenhado por Rino Levi Arquitetos Associados,
foram publicados na mesma edição da revista
PROJETO (número 80, de outubro de 1985).
Destinada à fabricação de cosméticos
e produtos de banho, a unidade argentina foi
projetada para que o espaço de trabalho, na linha
de produção e nos escritórios,
favorecesse a permanência dos indivíduos.
“Buscou-se uma imagem forte, sólida, estável,
racional e limpa”, afirmava o texto da revista.
Na indústria de Indaiatuba, que produz
sabão em pó, a reportagem dava ênfase
à aplicação de estrutura pré-moldada.
“O sistema de pré-fabricação em
canteiro foi desenvolvido pelos arquitetos especialmente
para essa obra”, informava PROJETO.
G, CP Arquitetos - que proclama-se especializado
em arquitetura empresarial - já havia projetado
uma fábrica para a Unilever em Rio Verde, em
Goiás, além de ter readequado outras unidades
do grupo. Mas realiza, em Tortuguitas, seu primeiro
trabalho fora do Brasil. Ali tem como parceiro o escritório
argentino Oscar Lella & Arquitectos.
A dobradinha, informa o arquiteto Andreas Gyarfas,
sócio de G, CP, pode se repetir no projeto de
reformulação e expansão em terras
brasileiras.
Nas obras de expansão, o material básico
adotado são as estruturas metálicas.
Tanto na fábrica da Argentina - cuja qualidade
arquitetônica foi reconhecida, naquele país,
com um prêmio para edificação
industrial - como na do Brasil, a promessa da nova geração
é respeitar o existente.
Se em termos tecnológicos e econômicos
as instalações não atendem mais
ao cliente,
a concepção arquitetônica
é considerada por eles ainda atual.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 282 Agosto de 2003
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Respeito à arquitetura
existente na intervenção de G, CP Arquitetos
para projeto da Rino Levi Arquitetos Associados,
no interior de São Paulo |
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| Imagem da Unilever (à
época, Indústrias Gessy Lever), em Indaiatuba.
O projeto é da Rino Levi Arquitetos Associados |
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