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Com investimento de 1,3 milhão de reais, vêm sendo realizadas intervenções no histórico mercado concebido no século 19 pelo engenheiro Louis Lienthier. O objetivo é tornar o conjunto mais adequado à visitação, já que, de acordo com dados do Sebrae/PE, ele recebe diariamente mais de 9 mil pessoas. As propostas são de técnicos da Companhia de Serviços Urbanos do Recife (Csurb) e das secretarias municipais de Serviços Públicos e do Turismo. “Todas foram aprovadas pelo Iphan”, assegura Alexandre Sena, diretor-presidente da Csurb.
Para realizá-las, o Ministério do Turismo e a Fundação Banco do Brasil abriram seus cofres, e a prefeitura local entrou com parte dos recursos. Obras finalizadas, o visitante terá maior facilidade para chegar ao local e para deslocar-se pelo interior do edifício. Calçadas externas estão sendo recuperadas e adequadas aos portadores de necessidades especiais; o interior ganhará sinalização visual, iluminação cênica e um espaço cultural.
Nem tão visível, mas até mais importante, são os equipamentos e a infra-estrutura que o conjunto terá para evitar que ali se repita o trágico fato da madrugada do dia 29 de novembro de 1989: um incêndio que destruiu mais de 200 compartimentos de um dos pavilhões (o outro estava em obras).
Na edição 128, de dezembro daquele ano, o arquiteto Geraldo Gomes relatou para os leitores de PROJETO DESIGN a história da edificação e recordou os fatos que o levaram a dar ao texto o título “Mercado de São José, crônica de um incêndio anunciado”. Autor do projeto de restauro e recuperação que estava em curso, Gomes lamentava: “O acúmulo de omissões por parte do poder público, conjugado com o famoso jeitinho brasileiro, dessa vez trouxe conseqüências funestas para todos”.
Com a atual requalificação, o São José será o primeiro mercado público do Recife a receber certificação de segurança contra incêndio, informa o diretor-presidente da Csurb, companhia responsável pela administração do local.
Os turistas poderão usufruir mais tranqüilamente das atrações oferecidas pelo São José e checar a hospitalidade dos permissionários, uma vez que um dos pontos do projeto previa o treinamento dos locatários para melhor atendimento.
Por via das dúvidas, evitem-se fogos de artifício na reinauguração.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 328 Junho de 2007
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