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O complexo, que pretende ser o mais moderno da América Latina, terá cerca de 19 mil metros quadrados e abrigará atividades de pesquisa de alta tecnologia, como, por exemplo, as relacionadas ao genoma - algumas delas requerem alta proteção contra riscos biológicos. O centro foi projetado pelo escritório Paal Projeto Arquitetos Associados, e também contará com um anexo destinado à experimentação animal.
A razão de a obra ainda não ter começado é, supõe-se, menos perigosa que a munição dos bandidos - que gerou algumas mudanças no projeto, como a opção por lajes no teto e vidros blindados. O atraso é decorrente de interpelação na Justiça sobre o resultado da licitação, realizada no primeiro semestre, na qual foi declarada vencedora a ATP Engenharia. Até meados de julho, o imbróglio continuava, adiando o início da implantação da edificação, que tinha conclusão prevista para 2009.
O arquiteto Oswaldo Magalhães Filho, titular do Paal, norteou seu projeto por conceitos de sustentabilidade, em que se destacam o reaproveitamento das águas da chuva e o estudo do regime de ventos locais, que, segundo ele, vai garantir melhor qualidade do ar no interior da construção. Magalhães também especificou materiais resistentes e duráveis e criou elementos de proteção acústica.
A Fundação Oswaldo Cruz já freqüentou as páginas de PROJETO DESIGN em algumas ocasiões. Porém, o gene encontrado na revista que mais se assemelha ao do trabalho de Magalhães está na edição 183, de março de 1995: o projeto do Biotério de Experimentação Animal, elaborado por Christina Simas e Letícia Zambrano. “Era um laboratório de pesquisas para a produção de vacinas que seria utilizado por todas as unidades da fundação”, informa Christina, hoje especialista em instalações laboratoriais da Fiocruz. O caráter emergencial da proposta levou a arquiteta e sua equipe a empregar pela primeira vez um programa CAD. A urgência, no entanto, não foi suficiente para levar adiante sua implantação.
Também no genoma do projeto de Magalhães o gene responsável pela rapidez não parece ser o dominante, uma vez que a proposta foi concluída em 2004 e licitada apenas em 2007 - antes, outra licitação havia sido cancelada. O prazo para a conclusão das obras é de 21 meses.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 329 Julho de 2007 |