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Na capital da Paraíba, o sítio resguardado é amplo: tem 370 mil metros quadrados e compreende boa parte dos bairros do Varadouro e da Cidade Alta. No total, foram colocadas sob proteção 502 edificações distribuídas em 25 ruas e seis praças, além de Porto Capim, região onde o município nasceu. Fundada em 1585, João Pessoa é uma das cidades mais antigas do país.
De acordo com o Iphan, na área demarcada prevalece o traçado urbano original, com edificações representativas de vários períodos dos mais de 400 anos de história da cidade. Em nota sobre o tombamento na capital paraibana, o instituto assegura que a iniciativa evitará a descaracterização do local, protegendo seus valores. Afirma ainda que o ato representa o comprometimento do governo federal com a assistência de que a região precisa.
Entre os imóveis tombados está o de número 2 no largo São Frei Pedro Gonçalves, ocupado atualmente pelo IAB/PB. A construção foi tema de nota na edição 134 de PROJETO DESIGN, de setembro de 1990, na coluna Atos & Fatos. O IAB e o sindicato de arquitetos local estavam empenhados em restaurar o prédio, para ali instalar uma sede adequada às suas atividades. “Eles estão procurando, agora, os meios para a obtenção de recursos financeiros para os trabalhos, que não serão fáceis”, profetizava o jornalista Nildo Carlos Oliveira, então editor executivo da revista.
Oliveira tinha razão. Apenas a primeira parte do projeto foi implantada. Mesmo assim, o IAB não desistiu de implementá-lo. Ao contrário, ampliou a empreitada e pretende instalar na edificação o Memorial da Arquitetura Paraibana. A atual diretoria da entidade - que cumprirá o mandato no biênio 2008/2009 - assumiu o compromisso de dar seqüência à proposta. “O tombamento é uma ótima notícia”, comemora a presidente do IAB/PB, Cristina Evelise. Ela prevê que a idéia do memorial vai ganhar força e será mais fácil captar recursos para as obras.
Talvez o governo federal possa ser um aliado. Afinal, ele já está envolvido no projeto de revitalização de Porto Capim, lançado em agosto último. Este é uma parceria entre o Iphan e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aeci), prevendo a adequação do espaço do porto e da região do Varadouro, com destinação voltada a lazer, cultura e turismo.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 335 Janeiro de 2008 |