|
Também conhecida como Parque Antártica (em virtude de o terreno onde foi implantado o estádio ter pertencido à Companhia Antarctica Paulista de Bebidas), a casa palmeirense será transformada em arena multiuso - “a primeira da América Latina nos moldes de qualidade, conforto, praticidade e funcionalidade das principais praças esportivas da Europa”, estufam o peito, orgulhosos, os signatários do documento.
Não fica claro, no entanto, quem são os autores do projeto arquitetônico. O material distribuído à imprensa afirma que “a concepção do projeto é da Amsterdam Arena Advisory (AAA), proprietária e gestora holandesa da Arena de Amsterdã”. De fato, os autores são os palmeirenses Alfred Talaat e Carlos Ferro, que na década de 1990 já haviam apresentado uma proposta para o local, como informou PROJETO DESIGN na edição 151, de abril de 1992. A reportagem “Prevista cobertura móvel para o estádio do Palmeiras” relatou que o projeto dos arquitetos Talaat, Ferro e Michel Lieders (na época sócio da equipe) estava orçado em 30 milhões de dólares.
Agora, a primeira arena paulistana de múltiplo uso terá capacidade para receber até 42 mil pessoas em jogos de futebol, número que poderá chegar a 60 mil espectadores em outros eventos. O projeto, afirmaram diretores do clube e da WTorre em entrevista coletiva realizada em dezembro, já está aprovado na prefeitura e as obras devem ter início no primeiro semestre de 2008, com conclusão prevista para 2010.
Além de um estádio de futebol coberto, o complexo contará com um auditório modular capaz de receber de 500 a 2 mil pessoas e um anfiteatro, também modular, com capacidade para acomodar de 2 mil a 10 mil espectadores. Está também prevista a implantação de 250 camarotes, quatro restaurantes e lanchonetes.
O investimento estimado para a empreitada é de 250 milhões de reais. Para isso serão buscados outros parceiros, mas Luís Davantel, diretor administrativo e financeiro da WTorre, afirmou que a empresa tem fôlego para bancar sozinha o empreendimento. Acredita-se que não estejam interessadas em participar como parceiras da nova configuração do Parque Antártica as empresas Coca-Cola, Schincariol e Dolly. Tampouco o Guaraná Jesus.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 336 Fevereiro de 2008 |