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Retomar as obras e concluí-las em 18 meses é a promessa do governo federal para a Câmara Legislativa do Distrito Federal
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  Um dos desenhos feitos à mão pelo sexteto paulista que ganhou o concurso para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. O projeto foi publicado pela revista em abril/maio de 1990
 
Passadas quase duas décadas, DF construirá Câmara Legislativa
Uma das notícias vindas ultimamente de Brasília e tendo os arquitetos como personagens não foi exatamente positiva: em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que criava o Conselho de Arquitetos e Urbanistas (CAU). Mas, felizmente, nem só notas desagradáveis vêm do Planalto Central. E pelo menos um grupo de arquitetos paulistas tem motivos para vibrar com informação de lá expedida.

Eurico Ramos Francisco, Fábio Mariz Gonçalves, Lívia Maria Leite França, Luís Mauro Freire, Maria do Carmo Vilariño e Zeuler Rocha Mello de Almeida Lima poderiam ter brindado - se não o fizeram, façam-no agora - ao tomar conhecimento de que o governo do Distrito Federal pretendia reiniciar em fevereiro (2008) e concluir em 18 meses as obras do conjunto que vai abrigar a Câmara Legislativa.

O sexteto é autor do projeto vencedor de concurso público. A edificação foi parcialmente implantada no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), próximo ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/DF). Os antecedentes recomendam certa cautela com o prazo, pois as obras, iniciadas em 2003, foram interrompidas em 2005 porque o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) considerou insuficiente o número de vagas de estacionamento, segundo informação do governo do Distrito Federal.

Na primeira etapa dos trabalhos foram investidos 23 milhões de reais. Com as alterações solicitadas, o orçamento inicial, que era de 42 milhões de reais, foi ampliado para 96 milhões. Também foi expandida a área construída, que passou de cerca de 30 mil para 48 mil metros quadrados.

Em abril/maio de 1990 - ainda na ressaca do Plano Collor -, a edição 131 da revista PROJETO dedicou sete páginas para mostrar alguns dos trabalhos que participaram da competição para a escolha da sede do Legislativo distrital, em reportagem/artigo no qual Hugo Segawa perguntava: “A Câmara de Brasília: a fênix abrindo as asas?”. O autor recorria à mitologia, associando o poder que teria a ave imaginária de ressurgir das cinzas à redescoberta da modernidade arquitetônica no projeto daqueles jovens.

Não foi pouco o tempo que os arquitetos esperaram pela implantação de seu projeto. Tanto que, para fazer o brinde sugerido, seria preciso, em primeiro lugar, reuni-los novamente. Dos seis jovens que se juntaram em 1989 para participar da competição - à época nenhum deles com idade superior a 25 anos -, apenas Freire e Maria do Carmo permanecem no Projeto Paulista, escritório que constituíram depois de ganhar o concurso público.

Freire e Maria do Carmo planejavam concluir antes do carnaval o novo projeto executivo, que vai orientar a anunciada implantação. Sem nenhuma intenção de que, como a fênix, ela tenha que renascer das cinzas dentro de alguns anos.


Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 337 Março de 2008

 
A edificação deve ser concluída em 2009. Apenas dois membros do grupo original participaram da atualização do projeto, agora desenhado em computador. Freire e Maria do Carmo esperam ser contratados para acompanhar as obras
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