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Suzane Bloch e Lavrador "sentem-se" agora mais seguros com os 120 pontos de monitoramento espalhados pelo museu

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Pela segunda vez, Masp é um dos museus “mais seguros” do mundo
O enredo não apresentou as tramas e reviravoltas tão típicas dos filmes policiais norte-americanos. Mas teve final feliz o episódio do furto de duas importantes obras do Museu de Arte de São Paulo (Masp), ocorrido em dezembro. A polícia descobriu os autores do crime, recuperou os quadros e devolveu-os à instituição. Com isso, em 11 de janeiro passado, depois de mais de 20 dias fechado, o Masp foi reaberto.

Apenas nos dois primeiros dias depois da reabertura, passaram pelo célebre prédio da avenida Paulista, projetado por Lina Bo Bardi, mais de 3 mil pessoas. Boa parte desse público bem superior à média da freqüência habitual foi testemunhar o retorno do Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso, e de O lavrador de café, de Candido Portinari. Uma leitura mordaz não pode deixar de observar, portanto, que o episódio trouxe resultados dignos de uma bem-sucedida operação de marketing.

Os milhares de pessoas que admiraram Picasso, Portinari, Goya, Toulouse-Lautrec, Cézanne e Renoir, naqueles dias, não puderam ver o sistema de segurança doado e instalado no Masp pela LG Security System - foram, porém, observadas por ele. De acordo com a empresa, o museu recebeu câmeras que captam imagens no escuro e equipamentos robotizados integrados a sensores de proximidade. Quando tiver sido concluída a implantação do sistema, serão 120 pontos de monitoramento.

Essa talvez tenha sido a razão que levou o superintendente administrativo do museu, Fernando Pinho, a declarar ao site Computerworld, no dia 15 de janeiro: “O novo sistema colocará o Masp entre os museus mais seguros do mundo e impossibilitará qualquer tentativa de invasão”.

A frase de Pinho não difere muito de outra, registrada por PROJETO DESIGN na edição 141, de maio de 1991. Seu autor é Celso Vieira, desde aquela época administrador do museu. “O Masp é um dos museus mais seguros do mundo. Somos exemplo para outros países”, disse ele. Na época, Vieira o considerava, em segurança patrimonial, mais arrojado que o Louvre (Paris) e o Van Gogh (Amsterdã).

O administrador informava também que qualquer tentativa de furar aquele bloqueio produziria o acionamento de alarmes, com sirenes que poderiam ser ouvidas a grande distância, nos bairros dos Jardins, ao redor da avenida Paulista. Como se pôde constatar anos depois, não era bem assim. Ou o sistema teria sido desativado?

Durante o tempo em que as telas de Picasso e de Portinari estiveram fora do Masp, especulou-se que elas já teriam sido enviadas para o exterior. Mas, a rigor, nem para o interior elas viajaram: foram localizadas em uma casa em Ferraz de Vasconcelos, município da Região Metropolitana de São Paulo.




Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 338 Abril de 2008

 
Depois do corte de energia, o museu teve obras de Picasso e
de Portinari furtadas, em 2007. Novo sistema de segurança inclui monitoramento por câmeras em 120 pontos
 
Reportagem publicada em maio de 1991 apontava o Masp
como modelo de eficiência em segurança patrimonial. Houve exagero ou o sistema foi desativado?
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