Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
Antes ocupado pelo Detran de São Paulo, prédio projetado por Oscar Niemeyer dá lugar ao museu
- Detalhes
- 17 de Setembro de 2010. Visitas: 11.789
MAC Ibirapuera: serão instalados brises na fachada, como previsto no projeto original. As colunas em V serão substituídas por outras em Y, como mostra a imagem?
MAC/USP deve abrir em setembro, mas obras continuam até o final de 2010
Caso não ocorram imprevistos, Picasso, Matisse e Miró, entre outros, estarão a partir de setembro em casa nova. É que está programada para o dia 18 desse mês a abertura da unidade do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) na região do parque Ibirapuera, zona sul da capital paulista, no prédio antes ocupado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
A data está marcada no cronograma da Secretaria da Cultura estadual, à qual o museu está subordinado. Ela informa ainda que as obras no prédio projetado por Oscar Niemeyer seguirão até dezembro. Quando a adequação do edifício começou, em setembro de 2009, estimava-se que se estenderia por oito meses, mas o atraso na desocupação, a recuperação estrutural não prevista e alterações no projeto levaram à dilatação do prazo, justifica a secretaria.
As intervenções, orientadas por projeto da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), não são radicais e se concentram no interior do edifício. No início de maio, estavam sendo construídas as paredes expositivas do prédio principal e realizadas as instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado. Antes da CPOS, a secretaria contratara o escritório de Niemeyer para fazer a transformação. A recusa dos órgãos de defesa do patrimônio em acolher as modificações propostas por ele fizeram-no, porém, desistir do trabalho, esclarece Rubens Reis, gestor da obra pelo órgão do Executivo estadual.
Criado em 1963, quando a USP recebeu de Francisco Matarazzo Sobrinho, então presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), o acervo da instituição, o Museu de Arte Contemporânea tem uma relação um pouco conturbada com a arquitetura. Na edição 158, de dezembro de 1992, ao noticiar que o MAC finalmente levaria seu acervo para o campus da universidade, PROJETO DESIGN mencionou alguns desses episódios.
Rino Levi, isoladamente, Jorge Wilheim e Paulo Mendes da Rocha, em parceria, e depois Carlos Lemos elaboraram projetos para o MAC, mas nenhum deles emplacou. No caso da unidade da USP, quem terminou por desenvolvê-lo foi a equipe do Fundo de Construção da Universidade de São Paulo (Fundusp), relatava o texto daquela edição. Mais tarde, a instituição museográfica se envolveria em outro debate arquitetônico quando, em 2001, sua direção cogitou construir uma nova sede na Água Branca, bairro da zona oeste de São Paulo. O arquiteto suíço Bernard Tschumi venceu um polêmico concurso para o projeto do edifício. A iniciativa também não foi adiante. Assim, Rino Levi, Paulo Mendes da Rocha, Tschumi e Niemeyer nunca puderam estar no MAC, em companhia de Picasso, Matisse e Miró. Para estes, com todo o respeito, restaram o Fundusp e a CPOS.
As intervenções, orientadas por projeto da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), não são radicais e se concentram no interior do edifício. No início de maio, estavam sendo construídas as paredes expositivas do prédio principal e realizadas as instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado. Antes da CPOS, a secretaria contratara o escritório de Niemeyer para fazer a transformação. A recusa dos órgãos de defesa do patrimônio em acolher as modificações propostas por ele fizeram-no, porém, desistir do trabalho, esclarece Rubens Reis, gestor da obra pelo órgão do Executivo estadual.
Criado em 1963, quando a USP recebeu de Francisco Matarazzo Sobrinho, então presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), o acervo da instituição, o Museu de Arte Contemporânea tem uma relação um pouco conturbada com a arquitetura. Na edição 158, de dezembro de 1992, ao noticiar que o MAC finalmente levaria seu acervo para o campus da universidade, PROJETO DESIGN mencionou alguns desses episódios.
Rino Levi, isoladamente, Jorge Wilheim e Paulo Mendes da Rocha, em parceria, e depois Carlos Lemos elaboraram projetos para o MAC, mas nenhum deles emplacou. No caso da unidade da USP, quem terminou por desenvolvê-lo foi a equipe do Fundo de Construção da Universidade de São Paulo (Fundusp), relatava o texto daquela edição. Mais tarde, a instituição museográfica se envolveria em outro debate arquitetônico quando, em 2001, sua direção cogitou construir uma nova sede na Água Branca, bairro da zona oeste de São Paulo. O arquiteto suíço Bernard Tschumi venceu um polêmico concurso para o projeto do edifício. A iniciativa também não foi adiante. Assim, Rino Levi, Paulo Mendes da Rocha, Tschumi e Niemeyer nunca puderam estar no MAC, em companhia de Picasso, Matisse e Miró. Para estes, com todo o respeito, restaram o Fundusp e a CPOS.
Texto de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 364 Julho de 2009
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 364 Julho de 2009
MAC Água Branca, projeto do arquiteto Bernard Tschumi. A instituição nunca teve um projeto à altura da qualidade do acervo que reúne


