Pinacoteca do Estado em Botucatu
Tal qual sua sede na capital paulista, futura unidade no interior ocupará edifício projetado por Ramos de Azevedo
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- 01 de Julho de 2011. Visitas: 3.613
Ao assinar o documento, o governador explicou que a pinacoteca possui uma expressiva reserva técnica, com obras importantes, e que parte dela poderá ser exibida em ihstalações no interior. “Com isso, a gente evita que todos tenham que vir para a capital para ter acesso à atividade cultural”, observou Alckmin.
Além da unidade em Botucatu, a Secretaria da Cultura estadual planeja expor itens do acervo em outros futuros polos regionais da instituição.
Localizada na região centro-sul do estado, a aproximadamente 220 quilômetros da capital, Botucatu tem população de pouco mais de 127 mil habitantes, constituída em sua maior parte por jovens entre 20 e 30 anos.
O prédio que deverá acolher a Pinacoteca do Estado encontra-se fechado desde 2003, interditado por apresentar riscos a seus ocupantes e usuários. Localizado na praça Rui Barbosa, na região central, foi projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo.
A edificação deverá ser a primeira unidade da pinacoteca fora da capital
O historiador João Carlos da Cunha, presidente do Centro Cultural de Botucatu e secretário municipal de Descentralização e Participação Comunitária, informa que o projeto do edifício data de 1918 e a construção foi concluída em 1925. Com configuração típica da Primeira República, a edificação acumulava as funções de fórum e cadeia. Apesar de não ser tombada, foi declarada de interesse histórico.
Caso a ocupação como pinacoteca se confirme, será a segunda vez que a instituição se instala em edifício projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo. Na sede paulistana, na Luz, a proposta de reforma e restauro esteve sob o comando do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em parceria com Eduardo Argenton Colonelli e W Ricoy Torres. Publicado na edição 229 de PROJETO DESIGN, em maio de 1998, o projeto tornou-se um paradigma para intervenções em construções históricas.
Até meados de março ainda não havia definição sobre quem faria o projeto de restauro e de adequação do imóvel em Botucatu à nova função. O secretário de Planejamento local, Carlos Eduardo Colenci, informou que alguns nomes estavam sendo analisados, levando em conta particularidades do prédio e do novo programa que deverá receber. É possível antever que, em termos de intervenção arquitetônica, sempre haverá comparações com o projeto da capital. E, neste caso, isso se daria com ninguém menos que Paulo Mendes da Rocha.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 374 Abril de 2011


