Salão de Design Movelsul
Prêmio Ibama
- Detalhes
- 17 de Outubro de 2008. Visitas: 15.606
Em 12 anos, peças premiadas pelo Ibama vão do sofá/berço à chaise
De acordo com os jurados da mais recente edição do Salão de Design Movelsul, exposição moveleira que ocorre a cada dois anos em Bento Gonçalves, RS, a chaise longue Zonza mereceu o Prêmio Ibama por utilizar o jequitibá de forma adequada tanto do ponto de vista técnico como formal. Para o autor da peça, Eduardo Baroni, a espreguiçadeira possui intenso apelo visual e, no entanto, é um produto de relativa simplicidade técnica.
“São peças iguais que se encaixam através de eixos roscados e porcas. Todo o conjunto pode ser desmontado tirando-se apenas quatro porcas”, argumenta o designer, que desenhou o móvel premiado - também encontrado nas versões em cumaru, pinus, imbuia e cinamomo - para a Schuster. De fato, a chaise longue atrai pelo aspecto estético, mas, aos olhos do leigo, evoca sobretudo o ócio, o lazer, a folga, o repouso, a preguiça, a indolência, as férias e a inatividade que é inerente a esses períodos. Em outras palavras, ela faz mesmo é todos sonharem com a vagabundagem.
Não foi, no entanto, em seu tempo ocioso que Baroni desenhou a Zonza. O designer atua por conta própria, criando projetos para empresas de mobiliário em geral. “Estou sempre em busca de novos parceiros para desenvolver meus trabalhos”, ele explica. Formado em 1997 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, antes de aportar no design de mobiliário Baroni perambulou pelo desenho gráfico, de produtos e web design.
Pela natureza da peça, a chaise parece ser mais adequada para pessoas adultas, idade a que ainda não chegou o público para quem foi desenvolvido um móvel contemplado com a premiação em 1996, ano em que o Prêmio Ibama de Madeiras Alternativas foi incorporado ao Salão de Design Movelsul. Naquela ocasião, o ganhador foi o sofá/berço (em tauari) desenhado pelas irmãs-arquitetas Ana Luísa Cuervo Lo Pumo e Maria Cristina Azevedo Moura.
“Móvel versátil que cresce com criança ganha Prêmio Ibama/Movelsul”, noticiou PROJETO DESIGN na edição 195, de março de 1996. As autoras informavam então que a peça podia assumir várias finalidades, acompanhando o crescimento infantil. Os mesmos componentes, explicavam, poderiam formar um berço, uma cama pequena com duas mesinhas e um sofá com duas mesas laterais. A versatilidade, no entanto, não chegava ao ponto de permitir a transformação em chaise longue.
A dupla havia criado a peça porque percebera que havia essa necessidade de mercado, afirma Maria Cristina. “O berço convencional tem vida útil muito curta”, explica. O móvel chegou a ser produzido comercialmente. Cristina revela ainda que, em sua casa, o protótipo criado para o sofá/berço metamorfoseou-se mais uma vez: é hoje usado para trabalhos de manicure.
Não foi, no entanto, em seu tempo ocioso que Baroni desenhou a Zonza. O designer atua por conta própria, criando projetos para empresas de mobiliário em geral. “Estou sempre em busca de novos parceiros para desenvolver meus trabalhos”, ele explica. Formado em 1997 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, antes de aportar no design de mobiliário Baroni perambulou pelo desenho gráfico, de produtos e web design.
Pela natureza da peça, a chaise parece ser mais adequada para pessoas adultas, idade a que ainda não chegou o público para quem foi desenvolvido um móvel contemplado com a premiação em 1996, ano em que o Prêmio Ibama de Madeiras Alternativas foi incorporado ao Salão de Design Movelsul. Naquela ocasião, o ganhador foi o sofá/berço (em tauari) desenhado pelas irmãs-arquitetas Ana Luísa Cuervo Lo Pumo e Maria Cristina Azevedo Moura.
“Móvel versátil que cresce com criança ganha Prêmio Ibama/Movelsul”, noticiou PROJETO DESIGN na edição 195, de março de 1996. As autoras informavam então que a peça podia assumir várias finalidades, acompanhando o crescimento infantil. Os mesmos componentes, explicavam, poderiam formar um berço, uma cama pequena com duas mesinhas e um sofá com duas mesas laterais. A versatilidade, no entanto, não chegava ao ponto de permitir a transformação em chaise longue.
A dupla havia criado a peça porque percebera que havia essa necessidade de mercado, afirma Maria Cristina. “O berço convencional tem vida útil muito curta”, explica. O móvel chegou a ser produzido comercialmente. Cristina revela ainda que, em sua casa, o protótipo criado para o sofá/berço metamorfoseou-se mais uma vez: é hoje usado para trabalhos de manicure.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 343 Setembro de 2008
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 343 Setembro de 2008
Em sua mais recente edição, o Salão de Design Movelsul elegeu como projeto vencedor na categoria a chaise Zonza,
do designer Eduardo Baroni
do designer Eduardo Baroni
O sofá/berço criado por Ana Luísa Cuervo Lo Pumo e Maria Cristina Azevedo Moura foi contemplado com o primeiro
Prêmio Ibama, em 1996
Prêmio Ibama, em 1996

