Valdy Lopes Ferreira
Reforma pela qual passou o Itaú Cultural, na avenida Paulista, em São Paulo, pretende aproximar a instituição de um público maior
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- 22 de Julho de 2011. Visitas: 5.762
O coordenador de Relacionamento do Itaú Cultural, Paulo Vicelli, explica que as modificações no espaço foram realizadas pensando no público que o frequenta. “Queríamos que as pessoas encontrassem ambientes mais convidativos, agradáveis e se sentissem instigadas a entrar e a permanecer no local”, argumenta. A intenção da reconfiguração espacial é, porém, mais ambiciosa, pois também pretende motivar a entrada de quem ainda não conhece o centro cultural.
“Já havia feito alguns trabalhos nas exposições do Itaú Cultural e o acesso ao prédio, sempre muito fechado, me afligia”, conta Valdy Lopes Ferreira, autor do projeto de reconfiguração.
Abrir o edifício para a cidade, retirando barreiras físicas para a entrada, e implantar na face voltada para a avenida uma “varanda paulista” foram algumas ideias postas em prática na intervenção. O acesso também foi remanejado. “O Itaú Cultural precisava se mostrar. Foi uma alteração muio simples, mas que, acredito, mudou o astral do prédio”, avalia Ferreira.
Quando noticiou a inauguração do CIC (edição 127, de novembro de 1989), PROJETO DESIGN informou também que a holding Itausa pretendia construir o edifício-sede do instituto em um lote na Paulista, na esquina com a rua Leôncio de Carvalho. Apenas na compra do terreno, informava a reportagem, o grupo desembolsara 8 milhões de dólares. O texto acrescentava que o projeto arquitetônico era assinado por Mange e o prédio seria concluído em três anos. Demorou mais: o edifício foi inaugurado em 1995 e mereceu reportagem na PROJETO DESIGN 193, de janeiro/fevereiro de 1996, com a manchete “Um museu vertical virtual”.
Qual será a reação do público ao novo formato do Itaú Cultural, proposto por Ferreira? Para ele, que também trabalha como diretor de arte em cinema (entre outros, nos filmes Carandiru e Linha de passe) e participou de exposições no instituto, abril seria, do ponto de vista arquitetônico, tempo de estreia.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 375 Maio de 2011


