VESTÍGIOS DE UM GRANDE HOTEL
Símbolo dos anos dourados na hotelaria de São Paulo, o Ca'd'Oro pode voltar a operar a partir da copa de 2014. Mas há quem duvide desse retorno
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- 26 de Abril de 2010. Visitas: 19.358
Ca’d’Oro fecha as portas, mas quer reabrir para Copa de 2014
Pouco mais de cinco anos depois de o Hilton ter encerrado suas atividades no edifício que ocupou por mais de três décadas no centro paulistano, o hotel Ca’d’Oro, outro símbolo dos anos dourados da hotelaria de alto nível nessa região, também anunciou que vai fechar as portas. Segundo o proprietário, no entanto, a interrupção das atividades será temporária.
Notícia publicada em 19 de novembro no jornal O Estado de S. Paulo informava que interromperia suas atividades aquele que foi o primeiro hotel cinco estrelas de São Paulo. Fabrízio Machado Guzzoni, neto do fundador e gerente geral do Ca’d’Oro, disse à reportagem que o empreendimento passaria por completa remodelação e assegurou que o novo projeto ainda não fora definido. Adiantou, porém, que os dois blocos do conjunto seriam reformados.
A interrupção se destinaria a habilitar o hotel para a Copa do Mundo de 2014, mas seu diretor Aurélio Guzzoni também espera que os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, rendam hóspedes. Há, porém, especulações de que o imóvel teria sido vendido para a Brookfield, que cogitaria demolir o conjunto onde se hospedaram, entre outros, Oscar Niemeyer, Vinicius de Moraes, Di Cavalcanti e Nelson Mandela. Consultada, a assessoria de imprensa da incorporadora informou que ela não comentaria o assunto.
Caso a derrubada se concretize, não será uma perda irreparável para a arquitetura paulistana: nem o bloco mais antigo (com acesso pela rua Avanhandava), nem o mais recente (entrada pela rua Augusta) possuem desenhos expressivos. Mesmo assim, o segundo volume, construído na década de 1970, foi registrado por PROJETO DESIGN. No número 15, de setembro/outubro de 1979, a reportagem “Os problemas a resolver na ampliação de um hotel de categoria” relatava como o arquiteto Satoshi Ishigami os equacionara.
“Inicialmente, seus donos pensaram em comprar um terreno na zona dos Jardins, construindo outro hotel. Mas acabaram desistindo e resolvendo ampliar o próprio estabelecimento da Avanhandava”, contava Ishigami. Como solução construtiva, explicava ele, a maior dificuldade resolvida fora vencer o desnível de quase 20 metros entre o terreno da rua Augusta e o antigo endereço, na outra via.
A venda do imóvel é desmentida por Aurélio Guzzoni, que, no início de dezembro, reafirmou que o projeto não havia sido definido. Certo é que ele não vai para as mãos de Satoshi Ishigami, que, nas palavras do proprietário do Ca’d’Oro, está “velhinho, aposentado”. Aurélio disse que está em busca de parcerias (com construtoras inclusive) para bancar o retrofit. “O hotel tem quase 50 anos e precisa ser reformado”, ele reforça.
A interrupção se destinaria a habilitar o hotel para a Copa do Mundo de 2014, mas seu diretor Aurélio Guzzoni também espera que os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, rendam hóspedes. Há, porém, especulações de que o imóvel teria sido vendido para a Brookfield, que cogitaria demolir o conjunto onde se hospedaram, entre outros, Oscar Niemeyer, Vinicius de Moraes, Di Cavalcanti e Nelson Mandela. Consultada, a assessoria de imprensa da incorporadora informou que ela não comentaria o assunto.
Caso a derrubada se concretize, não será uma perda irreparável para a arquitetura paulistana: nem o bloco mais antigo (com acesso pela rua Avanhandava), nem o mais recente (entrada pela rua Augusta) possuem desenhos expressivos. Mesmo assim, o segundo volume, construído na década de 1970, foi registrado por PROJETO DESIGN. No número 15, de setembro/outubro de 1979, a reportagem “Os problemas a resolver na ampliação de um hotel de categoria” relatava como o arquiteto Satoshi Ishigami os equacionara.
“Inicialmente, seus donos pensaram em comprar um terreno na zona dos Jardins, construindo outro hotel. Mas acabaram desistindo e resolvendo ampliar o próprio estabelecimento da Avanhandava”, contava Ishigami. Como solução construtiva, explicava ele, a maior dificuldade resolvida fora vencer o desnível de quase 20 metros entre o terreno da rua Augusta e o antigo endereço, na outra via.
A venda do imóvel é desmentida por Aurélio Guzzoni, que, no início de dezembro, reafirmou que o projeto não havia sido definido. Certo é que ele não vai para as mãos de Satoshi Ishigami, que, nas palavras do proprietário do Ca’d’Oro, está “velhinho, aposentado”. Aurélio disse que está em busca de parcerias (com construtoras inclusive) para bancar o retrofit. “O hotel tem quase 50 anos e precisa ser reformado”, ele reforça.
Texto de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 359 Janeiro de 2010
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 359 Janeiro de 2010
Hotel Ca’d’Oro na perspectiva de Satoshi Ishigami. Na implantação, dificuldades para vencer o desnível entre as ruas Avanhandava e Augusta
O hotel em dezembro de 2009. O edifício pretende reabrir antes da Copa de 2014, mas seu projeto ainda não estava definido


