Dante Della Manna
Instituição financeira, São Paulo
- Detalhes
- 13 de Novembro de 2006. Visitas: 24.357
Plantas, cortes e fachadas
Fichas técnicas
Fornecedores
Acesso ao setor de atendimento ao cliente, que compartilha o oitavo andar com o restaurante. O grande pilar é revestido com madeira cumaru
Intervenções atendem demandas funcionais e refletem identidade
As 5 mil horas de projeto empenhadas por Dante Della Manna e equipe revelam o nível de detalhamento necessário para a adaptação do edifício às necessidades de seu ocupante, o banco Santander. O programa apresentado pelo cliente relacionava instalações de alto padrão e exigências técnicas elevadas, combinadas a custos moderados. As soluções abrangem a criação de mobiliário específico e um novo conceito para mesas de operação de valores.
Alguns setores do banco Santander funcionam no edifício Quadra Hungria, desenhado pelo arquiteto Miguel Juliano (leia PROJETO DESIGN 315, maio de 2006). Depois de finalizado, o prédio de quase 20 mil metros quadrados de área passou por intervenções para atender às exigências funcionais da instituição financeira e traduzir sua imagem de solidez e contemporaneidade.
Alguns setores do banco Santander funcionam no edifício Quadra Hungria, desenhado pelo arquiteto Miguel Juliano (leia PROJETO DESIGN 315, maio de 2006). Depois de finalizado, o prédio de quase 20 mil metros quadrados de área passou por intervenções para atender às exigências funcionais da instituição financeira e traduzir sua imagem de solidez e contemporaneidade.
Fachada do edifício Quadra Hungria, criado por Miguel Juliano. O elemento cilíndrico da fachada teve o revestimento original substituído por painéis de alumínio composto na cor prata
Reedições de peças consagradas do design mobiliário brasileiro, como as poltronas R3, de Jacob Ruchti (1952), e as MF5, de Carlos Milan e Miguel Forte (1953),destacam-se na recepção para clientes
Segundo Della Manna, a adequação consumiu 5 mil horas de projeto e 2 mil horas de obras. “Esse trabalho tem alto nível de detalhamento e combina o melhor da tecnologia a um elevado padrão de qualidade”, ressalta o arquiteto.
A edificação é dividida em oito pavimentos, cada um com 1,4 mil metros quadrados de laje. Ela foi adaptada para receber os cerca de 1,5 mil funcionários em espaços livres de excessos, que apresentam piso elevado, carpete em placas com padronagem clara e discreta, forro mineral de alto índice de absorção acústica e luminotécnica planejada em função do layout. O core alinhado com a face principal do edifício permite aproveitar a caixa de um dos elevadores para agrupar as salas de reuniões junto da entrada de cada andar-tipo.
Devido à alta densidade de ocupação, o arquiteto optou por desenvolver mobiliário específico, capaz de oferecer as melhores condições operacionais e maximizar o aproveitamento da área. Elaborada em parceria com uma indústria de móveis, a linha segue o conceito de grande mesa e assegura flexibilidade para diferentes quantidades de assentos, conforme a demanda de cada setor. Uma das características da superfície de trabalho é o tampo, que desliza para a frente a fim de dar acesso ao cabeamento, disposto em calhas ocultas. Outro diferencial é a ausência de pés aparentes, o que cria a imagem de pranchas flutuantes.
Duas mesas para operação de valores, instaladas no sexto e no sétimo andares, também foram criadas especialmente para o banco. Após o desenvolvimento de oito protótipos, chegou-se ao padrão definitivo, que incorpora flexibilidade e estabilidade a um custo cerca de 35% menor que o das opções do mercado. Seu painel de fundo sustenta até oito monitores em diferentes composições, a critério dos usuários, solução que, associada ao uso de CPUs remotas, libera mais espaço para os cerca de 200 operadores.
Instalada em metade da área do quinto andar, a diretoria repete a ambientação limpa e funcional dos demais setores, mas diferencia-se pelo uso de madeira nos acabamentos. Nesse espaço destaca-se a grande sala de reuniões, com capacidade para até 28 pessoas e sofisticados recursos para videoconferência nas duas extremidades.
A edificação é dividida em oito pavimentos, cada um com 1,4 mil metros quadrados de laje. Ela foi adaptada para receber os cerca de 1,5 mil funcionários em espaços livres de excessos, que apresentam piso elevado, carpete em placas com padronagem clara e discreta, forro mineral de alto índice de absorção acústica e luminotécnica planejada em função do layout. O core alinhado com a face principal do edifício permite aproveitar a caixa de um dos elevadores para agrupar as salas de reuniões junto da entrada de cada andar-tipo.
Devido à alta densidade de ocupação, o arquiteto optou por desenvolver mobiliário específico, capaz de oferecer as melhores condições operacionais e maximizar o aproveitamento da área. Elaborada em parceria com uma indústria de móveis, a linha segue o conceito de grande mesa e assegura flexibilidade para diferentes quantidades de assentos, conforme a demanda de cada setor. Uma das características da superfície de trabalho é o tampo, que desliza para a frente a fim de dar acesso ao cabeamento, disposto em calhas ocultas. Outro diferencial é a ausência de pés aparentes, o que cria a imagem de pranchas flutuantes.
Duas mesas para operação de valores, instaladas no sexto e no sétimo andares, também foram criadas especialmente para o banco. Após o desenvolvimento de oito protótipos, chegou-se ao padrão definitivo, que incorpora flexibilidade e estabilidade a um custo cerca de 35% menor que o das opções do mercado. Seu painel de fundo sustenta até oito monitores em diferentes composições, a critério dos usuários, solução que, associada ao uso de CPUs remotas, libera mais espaço para os cerca de 200 operadores.
Instalada em metade da área do quinto andar, a diretoria repete a ambientação limpa e funcional dos demais setores, mas diferencia-se pelo uso de madeira nos acabamentos. Nesse espaço destaca-se a grande sala de reuniões, com capacidade para até 28 pessoas e sofisticados recursos para videoconferência nas duas extremidades.
A recepção da diretoria, no quinto andar, diferencia-se pelo uso de madeira Haia nos acabamentos
A sala de estar complementa o restaurante da diretoria. O revestimento do piso alterna parquê de cumaru e pedra limestone
O balcão com acabamento em carvalho americano e pedra limestone isola a cozinha industrial e o restaurante

A lanchonete para funcionários, no primeiro andar, tem piso revestido por porcelanato branco e mobiliário com design de Fernando Jaeger
A diretoria possui circulações verticais privativas, incluindo um elevador programado para parar somente no térreo, no quinto e no oitavo andares, e uma escada que interliga o quinto, o sexto e o sétimo pavimentos. “Dessa forma, os diretores podem se deslocar mais facilmente para acompanhar as atividades nas mesas de operações”, explica Della Manna.
O programa pedia ainda restaurante para a diretoria e ampla área de atendimento, setores que compartilham o oitavo piso do edifício e podem ser integrados num ambiente único, para acolher festas ou eventos. A recepção para clientes é decorada com reedições de móveis de design brasileiro consagrados, dispostos no entorno do grande pilar revestido por madeira cumaru. Esse estar é delimitado por uma divisória feita com ripas, desenvolvida com a função de dar mais privacidade às salas de atendimento, cujas portas com 5,5 centímetros de espessura já propiciam isolamento acústico. O restaurante foi posicionado no extremo oposto da laje. O salão possui mesas feitas sob medida e comunica-se diretamente com um amplo estar. O balcão de atendimento usa no dia-a-dia um tampo rebaixado de pedra limestone, mas pode receber uma carenagem metálica que unifica sua altura.
Na cobertura, um dos dois helipontos deu lugar a um estar aberto, também usado como espaço social. No nível térreo, o auditório com 76 lugares foi igualmente remodelado. Suas paredes ganharam revestimento em painéis vibrantes de madeira, recurso que melhora as qualidades acústicas do ambiente.
Lanchonete e ambulatório para funcionários ocupam parte do primeiro pavimento.
O programa pedia ainda restaurante para a diretoria e ampla área de atendimento, setores que compartilham o oitavo piso do edifício e podem ser integrados num ambiente único, para acolher festas ou eventos. A recepção para clientes é decorada com reedições de móveis de design brasileiro consagrados, dispostos no entorno do grande pilar revestido por madeira cumaru. Esse estar é delimitado por uma divisória feita com ripas, desenvolvida com a função de dar mais privacidade às salas de atendimento, cujas portas com 5,5 centímetros de espessura já propiciam isolamento acústico. O restaurante foi posicionado no extremo oposto da laje. O salão possui mesas feitas sob medida e comunica-se diretamente com um amplo estar. O balcão de atendimento usa no dia-a-dia um tampo rebaixado de pedra limestone, mas pode receber uma carenagem metálica que unifica sua altura.
Na cobertura, um dos dois helipontos deu lugar a um estar aberto, também usado como espaço social. No nível térreo, o auditório com 76 lugares foi igualmente remodelado. Suas paredes ganharam revestimento em painéis vibrantes de madeira, recurso que melhora as qualidades acústicas do ambiente.
Lanchonete e ambulatório para funcionários ocupam parte do primeiro pavimento.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 321 Novembro de 2006
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 321 Novembro de 2006
Dante Della Manna formou-se em 1978 pela FAU/Mackenzie, onde lecionou a disciplina de projeto entre 1987 e 1991. Em 2001 e 2002 foi professor convidado da Escola de Administração da FGV/SP. Recebeu premiações do IAB e nas três edições do Prêmio Asbea. É titular do escritório Dante Della Manna Arquitetura, que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, interiores e design
Mobiliário sob medida libera espaço na superfície de trabalho da mesa de operação de valores e ...
... atende às diferentes necessidades de cada departamento
As salas de reuniões, delimitadas por divisórias de vidro, preservam a integração visual
A principal sala de atendimento ao cliente, no oitavo andar, repete o tratamento de outros setores, com piso elevado, carpete em placas, forro mineral e luminotécnica planejada em
função do layout
função do layout

