Piratininga Arquitetos
Escritório, São Paulo-SP
- Detalhes
- 25 de Abril de 2005. Visitas: 63.432
posicionamento dos acessos aos escritórios no edifício Aymoré
Depois de avaliar questões como facilidade de acesso e oferta de serviços, a financeira do grupo ABN Amro Real optou por manter-se no centro velho de São Paulo, nos dois edifícios interligados que já ocupava.
O escritório Piratininga Arquitetos foi contratado para elaborar o plano diretor que estabeleceu as intervenções necessárias à renovação tecnológica dos prédios e o melhor aproveitamento dos espaços.
Os edifícios Aymoré e Amsterdã já sediavam a financeira do grupo ABN Amro Real. As instalações não atendiam mais às necessidades operacionais, mas a oferta de infra-estrutura e serviços na região pesou na decisão de modernizar os prédios e permanecer no local.
O Piratininga Arquitetos já havia desenhado a interligação dos dois edifícios pelo térreo.
As intervenções foram realizadas sem interrupção das atividades da financeira.
O Aymoré, alugado, tem oito pavimentos-tipo e 9 160 metros quadrados de área. Construído em 1959, com projeto de Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti, representa um clássico da arquitetura moderna para edifícios de escritórios. Nele funcionam os departamentos mais nobres da financeira.
O Amsterdã, de 16 pavimentos-tipo e 5 mil metros quadrados, pertence ao grupo e abriga setores como cobrança e call center.
de manter calhas eletrificadas do piso
De acordo com João Paulo Beugger, um dos autores do projeto, o estudo da ocupação permitiu acomodar mais 250 funcionários com melhorias no fluxo de trabalho. O layout criado no Aymoré adapta-se às calhas originais do piso, distribuídas de forma irregular e mantidas para dispensar o piso elevado.
O desenho foi viabilizado pela adoção de biombos eletrificados como complemento das mesas preexistentes e por armários baixos que, além de servir de base a impressoras, promovem a simetria na disposição dos postos de trabalho. No Amsterdã, uma nova malha de piso aumenta a flexibilidade e atende ao adensamento previsto.
As antigas luminárias foram substituídas por um modelo mais eficiente, que, com apenas uma lâmpada, mantém o mesmo grau de iluminância. Para os forros, foram especificadas placas modulares de fibra mineral.
As intervenções no edifício Aymoré incluíram pressurização da escada de incêndio, abertura de shafts para a passagem das novas instalações e criação de casa de máquinas para ar-condicionado em cada andar, o que implicou novo posicionamento dos acessos aos salões de escritórios. No oitavo andar, foram criadas salas de reuniões para recepção de grandes clientes.
Na segunda etapa de obras serão concluídos o térreo, o que inclui um auditório, e o segundo pavimento, onde haverá uma área de convivência e treinamento para funcionários. No Amsterdã, o novo sistema de ar condicionado tem o dobro de capacidade.
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 302 Abril de 2005
nobres da financeira
é totalmente revestido por assoalho de madeira

