Um debate sobre mobiliário de escritórios
Como cada um de vocês considera o seu diferencial em um projeto de escritório?
- Detalhes
- 28 de Junho de 2002. Visitas: 47.798
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| Carlos Mauricio Duque | Renata Semin | Francisco Javier Manubens | Roberto Loeb |
Como cada um de vocês considera
o seu diferencial em um projeto
de escritório?
o seu diferencial em um projeto
de escritório?
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| Como empresa de projetos, buscamos fazer parte do processo de viabilização do empreendimento, seja ele de pequeno ou de grande porte. Lutamos para conquistar o espaço de participação na evolução de um projeto, e isso tem dado resultados muito interessantes. Tem também a precisão na especificação. Os fornecedores que me desculpem, mas ela não é fruto de sua imposições. O Piratininga tem, na sua história, participação na criação de novos produtos, na pós-implantação. O arquiteto especifica, acredita no produto, e, na hora de usar com o potencial máximo instalado, precisa voltar para a indústria e corrigir tudo, porque um problema em 2 mil postos de trabalho significa 2 mil problemas. A exigência de que os produtos atendam bem ao nosso projeto e, conseqüentemente, ao nosso cliente, é,um diferencial decorrente da boa compreensão do que é o programa e do que venham a ser as perspectivas futuras de cada contratante. Avaliamos a resistência e, principalmente, a flexibilidade para que o resultado de projeto seja o melhor possível para aquela condição. Trabalhamos dezenas de vezes com projetos em que não há aquisição de itens de mobiliário. É possível fazer reformulações incríveis na forma de funcionamento e na operação de uma empresa. São projetos de rendimento interessantíssimo. E aí, sim, pode-se medir o que é produtividade, o que é eficiência. Eu diria que são esses os nossos diferenciais. |
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| Meu diferencial na especificação é tentar definir muito claramente o programa, para que a especificação seja o mais genérica possível e o maior número de fornecedores possa atendê-la. Nisso existe uma dificuldade, porque cada fabricante procura criar um diferencial no seu produto e isso, muitas vezes, mais atrapalha do que ajuda. Isso nos leva a bater na mesma tecla que Loeb: a do selo, para ter equalização também na qualidade. Quando se especifica para uma empresa que vai comprar grande quantidade, é preciso brigar por preço, e essa briga deve ser leal, com todos apresentando a mesma coisa. | |
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| Atuo mais na concepção de projetos de produtos do que na de ambientes. Meu diferencial é a ergonomia, que utilizo como ferramenta para otimizar a qualidade de vida das pessoas. Aos usuários dos ambientes e das estações de trabalho, essa otimização proporciona melhor desempenho, a partir da melhor eficiência e eficácia na realização de suas tarefas. Com essa eficiência e eficácia, a empresa alcança melhor produtividade e se torna mais competitiva. Para isso precisa haver qualidade técnica do produto, qualidade estética e qualidade ergonômica. Utilizo algumas ferramentas de engenharia de produção para avaliar falhas no desenvolvimento do projeto do produto e até mesmo do sistema de gestão da qualidade do usuário. |
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| Claro que a ergonomia tem de ser eficiente, os espaços têm de ser agradáveis, tudo isso é um elemento importante no projeto e até no desenvolvimento de alguns produtos que o mercado não oferece. Mas, para mim, o foco central é a leitura, no nível subjetivo e emocional, das necessidades das pessoas: cada ser é tão importante que não posso vê-los de forma coletiva. Evidentemente faço uma interpretação, a partir de experiências ao longo de anos em que colecionei sucessos e insucessos. Para mim, essa é a questão essencial. As outras são importantes, mas hoje procuro muito a satisfação cultural, o sentimento de pertencer a uma cultura, a um país. Como traduzir isso em projeto é subjetivo, mas é o que me mantém trabalhando entusiasmado. |
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 268 Junho 2002
Edição 268 Junho 2002






