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A norte-americana Philip Morris, empresa
do segmento de alimentos e tabaco, dividiu entre São
Paulo e a Região Metropolitana de Curitiba (PR) as duas
diretorias da filial brasileira, que ocupavam, desde
1995, cinco pavimentos de um edifício comercial na Granja
Julieta, Zona Sul de São Paulo. Na capital paranaense,
a Diretoria para Assuntos Brasileiros instalou-se
em uma antiga fábrica de cigarros, transformada em indústria
de alimentos. A Diretoria Internacional para a América
Latina, que permaneceu no prédio de São Paulo, foi
realocada em um único pavimento.
O projeto paulistano, deixado
sob a responsabilidade dos arquitetos Sérgio Kipnis
e Marcos Aldrighi, tem setorização bem definida e divide-se
em três núcleos: as salas de reunião ficam junto
à caixa dos elevadores; o núcleo da presidência encontra-se
à direita; e, à esquerda, o núcleo das diretorias.
As características espaciais do edifício
paulista (desenhado em 1971 por David e Dácio Ottoni)
orientaram todos os projetos e adaptações elaborados
pelos arquitetos. O prédio tem planta-tipo em formato
retangular, com o core descentralizado. As
duas fachadas maiores possuem desenho de brise,
que marca também o espaço interno. Segundo Kipnis, os
dois eixos estruturais, distantes poucos metros
da caixilharia, definem o layout: entre esta
e a linha estrutural, as salas fechadas; no miolo do
prédio, o vão necessário ao escritório panorâmico; e
junto a cada linha estrutural, a dupla circulação.
Neste projeto foi utilizado um partido
idêntico, obedecendo à seguinte lógica: depois de
divididos em núcleos, definiu-se quais espaços fechados
(portanto, junto à caixilharia) e abertos seriam implantados
com conformação de escritório panorâmico. No núcleo
reservado à presidência, os executivos desse
setor ocupam a periferia; o centro é destinado
às secretárias e a uma grande sala de estar.
(Publicado originalmente em PROJETODESIGN
- separata da edição 248 - outubro 2000)
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