Piratininga Arquitetos
Escritório, São Paulo-SP
   
       
 
  A criação da casa de máquinas para o ar-condicionado em casa andar implicou a modificação do
posicionamento dos acessos aos escritórios no edifício Aymoré
       
 
Renovação espacial viabiliza permanência no centro paulistano
 

Depois de avaliar questões como facilidade de acesso e oferta de serviços, a financeira do grupo ABN Amro Real optou por manter-se no centro velho de São Paulo, nos dois edifícios interligados que já ocupava.

O escritório Piratininga Arquitetos foi contratado para elaborar o plano diretor que estabeleceu as intervenções necessárias à renovação tecnológica dos prédios e o melhor aproveitamento dos espaços.

Os edifícios Aymoré e Amsterdã já sediavam a financeira do grupo ABN Amro Real. As instalações não atendiam mais às necessidades operacionais, mas a oferta de infra-estrutura e serviços na região pesou na decisão de modernizar os prédios e permanecer no local.

O Piratininga Arquitetos já havia desenhado a interligação dos dois edifícios pelo térreo.

As intervenções foram realizadas sem interrupção das atividades da financeira.

O Aymoré, alugado, tem oito pavimentos-tipo e 9 160 metros quadrados de área. Construído em 1959, com projeto de Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti, representa um clássico da arquitetura moderna para edifícios de escritórios. Nele funcionam os departamentos mais nobres da financeira.

O Amsterdã, de 16 pavimentos-tipo e 5 mil metros quadrados, pertence ao grupo e abriga setores como cobrança e call center.

 
No edifício Amsterdâ, interligado ao Aymoré pelo nível térreo, concentram-se os departamentos de cobrança e call center
 
  Adefinição do layout dos escritórios no edifício Aymoré levou em conta os fluxos de trabalho e a opção
de manter calhas eletrificadas do piso
       
 

De acordo com João Paulo Beugger, um dos autores do projeto, o estudo da ocupação permitiu acomodar mais 250 funcionários com melhorias no fluxo de trabalho. O layout criado no Aymoré adapta-se às calhas originais do piso, distribuídas de forma irregular e mantidas para dispensar o piso elevado.

O desenho foi viabilizado pela adoção de biombos eletrificados como complemento das mesas preexistentes e por armários baixos que, além de servir de base a impressoras, promovem a simetria na disposição dos postos de trabalho. No Amsterdã, uma nova malha de piso aumenta a flexibilidade e atende ao adensamento previsto.

As antigas luminárias foram substituídas por um modelo mais eficiente, que, com apenas uma lâmpada, mantém o mesmo grau de iluminância. Para os forros, foram especificadas placas modulares de fibra mineral.

As intervenções no edifício Aymoré incluíram pressurização da escada de incêndio, abertura de shafts para a passagem das novas instalações e criação de casa de máquinas para ar-condicionado em cada andar, o que implicou novo posicionamento dos acessos aos salões de escritórios. No oitavo andar, foram criadas salas de reuniões para recepção de grandes clientes.

Na segunda etapa de obras serão concluídos o térreo, o que inclui um auditório, e o segundo pavimento, onde haverá uma área de convivência e treinamento para funcionários. No Amsterdã, o novo sistema de ar condicionado tem o dobro de capacidade.

Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 302 Abril de 2005

 
O edifício Aymoré, projetado por Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti em 1959, concentra os departamentos mais
nobres da financeira
 
A sala de almoço do oitavo andar atende as estações de trabalho permitiram adaptação simétrica do layout às calhas eletrificadas do piso
 
   
Central de atendimento ao público ocupa parte do térreo do edifício Amsterdâ
 
Uma das salas de reuniões do oitavo andar do Aymoré, pavimento cujo piso
é totalmente revestido por assoalho de madeira

Ficha Técnica
Financeira do ABN Amro Real
Local
São Paulo, SP
Projeto
2003
Conclusão da obra
2004 (1ª etapa)
Área de intervenção
5 000 m2 (edifício Amsterdã) e 9 160 m2 (edifício Aymoré)
Interiores e planejamento da ocupação
Piratininga Arquitetos Associados
Instalações e luminotécnica
MA2
Estrutura
França e Associados
Ar condicionado
EPT
Construção
GHG (Aymoré), AGAE (Amsterdã)
Coordenação
e gerenciamento
da obra

Depto. de Engenharia do ABN Amro Real
Fotos
Fábio Sampaio

 

Fornecedores
Avanti (carpetes); Porto Rico (persianas); Multimov, Naves & Naves (divisórias); Protecto-tec, SMH (equipamentos de segurança); Hunter Douglas (forros); Philips (lâmpadas); Itaim, Spot Omega (luminárias); Bortolini, Securit (mobiliário); Barumar (granito); Portobello, Cecrisa (revestimentos cerâmicos); Carrier (ar-condicionado);
Pirelli (cabos elétricos); DB Som e Acústica (portas acústicas); La Fonte (ferragens); Deca (louças e metais sanitários); Viapol (impermeabilização); Air Time (instalação do sistema de ar condicionado)

veja também
  NPC Grupo Arquitetura - Agência de publicidade, São Paulo-SP
  Kiko Salomão - Escritório de advocacia, São Paulo-SP
  Tátil Design - Escritório, Rio de Janeiro-RJ
  Paulo Lisboa Arquitetura - Prêmio AsBEA 2004: Categoria espaços corporativos (menção)
  Dante Della Manna Arquitetos - Prêmio AsBEA 2004: Categoria espaços corporativos
  Rocco Associados - Escritório de advocacia, São Paulo-SP
 
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