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Grupo Arquitetura Agência de publicidade, São Paulo-SP | | |
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caixilharia de vidros fixos refletivos revela, durante a noite, a agitada atividade
nos interiores | | | | | |
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| Diversidade visual reverte
linguagem racional de edifício | | | |
| Das instalações do edifício
há muito abandonado, na zona oeste de São Paulo, os arquitetos
Cláudia Nucci, Sérgio Camargo e Valério Pietraróia
mantiveram apenas a malha estrutural de uma caixa de vidro para criar a
agência de publicidade Y&R. O projeto, que obteve menção
honrosa na 6ª Bienal Internacional de Arquitetura e Design de São
Paulo, em 2004, e o Prêmio Bticino 2005 para design de interiores, destaca-se
pela completa transformação da linguagem arquitetônica
existente. À rígida modulação de pilares
e vigas de concreto, os arquitetos do NPC acrescentaram elementos arquitetônicos
de extrema riqueza visual. Vazios, passarelas, vidros em diversos padrões,
iluminação zenital e a setorização perimetral determinada
pelo núcleo central de circulação, entre outros elementos,
reverteram a racionalidade monótona do edifício.
“Nosso partido foi o da intervenção arquitetônica volumétrica”,
explicam os autores, o que, em síntese, resulta da criação
de vazios centrais.Eles integram os diversos setores do programa
e correspondem à idéia, corrente em agências de publicidade
contemporâneas, de que “a arquitetura deve explicitar as implicações
espaciais do trabalho em equipe”, completam os arquitetos. Implantada
no mezanino, a área da criação, uma sala de
23 x 8 metros é que determina as características desses vazios
centrais. Ou seja, sua localização e contornos, desde os recortes
retangulares e longitudinais sobre o térreo até a abertura zenital
e transversal feita na laje de cobertura. “A idéia foi mostrar esse setor
como o coração da agência”, revela Valério Camargo.
O térreo tinha, originalmente, pé-direito duplo -,
a sala é delimitada longitudinalmente por painéis contínuos
de vidro vermelho, do tipo piso-teto, que podem ser vistos de todos os pavimentos
e parecem flutuar no interior do volume. | | |
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A fachada principal do edifício
é sinalizada pela marquise de entrada e pelo logotipo da empresa |
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A estrutura reaproveitada
das instalações originais (pilares e vigas pintados de preto)
contrasta com as novas lajes e fechamentos | |
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| | O
departamento de produção gráfica, localizado no térreo,
tem acesso independente à área de criação, no mezanino |
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| O primeiro painel, elevado e recuado cerca
de cinco metros da fachada frontal, é visível da movimentada
marginal Pinheiros. Ele separa a criação de sua gerência,
uma sala menor e centralizada, e permite a visualização da
área de produção gráfica, que ocupa a porção
frontal do andar térreo.O outro painel funciona como uma espécie
de fachada que diferencia a criação dos demais setores da
agência, o que é favorecido ainda pelos recortes das lajes
e pela iluminação zenital. Esse ambiente é
ligado ao núcleo central de circulação vertical,
com elevador e a caixa de escada, por meio de duas passarelas de estrutura
metálica. Elas têm guarda-corpo de painéis de vidro
com tratamento químico especial e acompanham o alinhamento do vazio
central que envolve o elevador. Sobre a cobertura da edificação
foi construído um novo volume, em que as linhas retas e a cor preta
contrastam com as fachadas de vidro refletivo da agência. Ele abriga
áreas de convivência e dois auditórios que, através
de grandes portas de correr, podem se transformar em um ambiente único.
Os arquitetos projetaram também grande parte do mobiliário
da agência, favorecendo a padronização dos interiores. Em
síntese, prevalece a idéia de grandes bancadas contínuas,
não só nas mesas de trabalho mas também nos armários
baixos que as setorizam. Texto resumido a partir
de reportagem de Evelise Grunow Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 302 Abril de 2005 | | |
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| Os recortes assimétricos
que configuram o vazio central dinamizam os interiores e revertem a rigidez da
malha estrutural aparente | | |
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| O volume que abriga auditórios
e sala de eventos e refeições fica na cobertura do edifício;
o paisagismo tem caráter intimista | | | |
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| | Painéis móveis
permitem que os dois auditórios e a área de estar se transformem
em espaço único para eventos | | O
painel vermelho delimita a área de criação, considerada
o coração da agência | | | | | |
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| | O prolongamento da recepção,
no térreo, é ocupado por sala de reuniões com pé-direito
duplo | | Vista do setor de produção
gráfica, em que se destaca a inserção da laje da área
de gerência de design |
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Os auditórios da cobertura
mantêm a padronização dos interiores, com o uso, por exemplo,
de madeira ebanizada no tampo das mesas | | |
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Vista do pavimento superior;
abaixo, no mezanino, o destaque é o painel de vidro vermelho e as
sucessivas camadas de vidros em diversos acabamentos | |
| Ficha Técnica Agência de
publicidade Y&R Local São Paulo, SP Projeto
2003 Conclusão da obra 2004 Área do terreno
3 260 m2 Área construída 3 200 m2 Arquitetura,
interiores e luminotécnica NPC Grupo Arquitetura - Cláudia
Nucci, Valério Pietraróia e Sérgio Camargo (autores); Luciano
Soares, Milena Chieco e Juliana Antunes (colaboradores) Paisagismo
Carla Helena Oldemburg Elétrica, lógica e telefonia
Dai-Ichi Ar-condicionado Enthal Implantação
dos interiores OHM Construção Tikal Fotos
Nelson Kon | |  |
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| Fornecedores Álvaro
Wollner (mobiliário especial); Bairrada, Jóia (marcenaria); Carli
(piso em limestone); Esquadriall (esquadrias); Fac (cortina e persianas); Falco
Trading (piso elevado); Forma, Móveis Teperman, Probjeto (mobiliário);
Lumini (luminárias); Milliken (carpete); Printfix (vinil adesivo); Romappa
(deque de madeira); Sac (pintura do piso elevado); Temperal (divisórias
em vidro temperado) | |
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