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Os interiores da sede paulistana da International
Finance Corporation (IFC), uma das instituições que integram o Banco Mundial, foram projetados por Heitor Derbli e Andrea Eboli, que mantêm escritório no Rio de Janeiro. O pé-direito duplo e a presença da luz natural nortearam a proposta e foram explorados ao máximo. O resultado é um espaço onde predominam a permeabilidade e a transparência.
Ligada ao Banco Mundial, a IFC está presente nos países em desenvolvimento e tem como ações principais financiar investimentos do setor privado e fornecer assistência técnica e assessoria a governos e empresas. Em São Paulo, ocupa mais de mil metros quadrados distribuídos entre o 18º e o 19º pavimentos da Torre Sul, um dos edifícios do Centro Empresarial Nações Unidas (Cenu), localizado na zona sul da cidade. Ao desenvolver o projeto de interiores para a sede da instituição, o escritório Heitor Derbli Arquitetos Associados procurou explorar a amplitude do espaço e sua claridade.
Os autores fizeram intenso uso de painéis de vidro em divisórias. A especificação desse material ampliou os níveis de transparência e permeabilidade dos ambientes, permitindo o melhor aproveitamento da luz natural. Para o acesso principal do escritório, foi escolhido o andar mais alto, antes já configurado como mezanino. Além da recepção, encontram-se nesse pavimento as áreas destinadas aos visitantes: três salas de reuniões, uma delas para encontros mais informais.
A implantação em dois pisos, além de permitir total visibilidade da área operacional, contribui para valorizar a dinâmica do escritório, avalia Derbli. Para ele, a arquitetura do pavimento-tipo do conjunto determina um eixo de simetria, que se procurou reproduzir no projeto. A transparência prevalece nos dois pavimentos. Mas enquanto no superior as áreas são delimitadas por divisórias piso-teto, no 18º andar o conceito adotado é o de escritório panorâmico, com biombos mais baixos facilitando a interação entre departamentos.
Como em sua política de concessão de financiamentos a instituição avalia impactos ambientais, a preocupação com a sustentabilidade esteve presente no desenho de sua sede. De acordo com Derbli, toda a madeira utilizada no mobiliário é certificada pelo Conselho de Manejo Florestal, organização internacional independente que atesta a procedência legal desse material.
Outro aspecto destacado pelo arquiteto é a análise técnica para permitir que os projetos de arquitetura e complementares fossem compatíveis com as condições do edifício. Derbli conta que os administradores do prédio adotam como norma contratar uma empresa especializada na análise técnica e legal, para verificar se as intervenções propostas estão de acordo com as normas vigentes, “principalmente no que se refere à segurança contra incêndio”, ele detalha.
“Acreditamos que a volumetria do espaço, a luminosidade e a permeabilidade do partido arquitetônico resultaram num ambiente agregador e agradável para os funcionários”, avalia o arquiteto.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 321 Novembro de 2006 |