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O júri atribuiu o prêmio na categoria arquitetura corporativa a Dante Della Manna, autor do projeto que adaptou um edifício recém-concluído às elevadas exigências técnicas do banco Santander (leia PROJETO DESIGN 321, novembro de 2006). O profissional buscou caminhos para equacionar a alta densidade de ocupação sem comprometer o conforto e criou espaços atuais e requintados, que priorizam a funcionalidade.
O banco Santander contratou Dante Della Manna para adaptar um edifício recém-construído em São Paulo às suas necessidades operacionais. Projetado pelo arquiteto Miguel Juliano, o prédio de oito pavimentos soma aproximadamente 20 mil metros quadrados e deveria dar lugar aos ambientes do extenso programa, planejado para cerca de 1,5 mil funcionários.
O ponto alto do projeto premiado está no oitavo andar, onde se situam o restaurante para a diretoria e a área de atendimento ao cliente, com recepção marcada por móveis de design brasileiro consagrado. Os dois setores podem ser integrados num espaço único - utilizado em festas ou eventos -, que conta com circulação especial para serviços.
A diretoria ocupa aproximadamente 700 metros quadrados, a metade do quinto andar. Ela se diferencia pela predominância dos acabamentos de madeira, mas repete materiais usados nas áreas operacionais, como o carpete em placas e o forro mineral de alto índice de absorção acústica, o que estabelece a unidade do conjunto. Para dar agilidade e conforto à movimentação dos diretores, há circulações verticais de uso exclusivo: uma escada que interliga a diretoria a setores estratégicos, nos dois pisos acima; e um elevador programado para atender somente o térreo, o quinto e o oitavo andares.
Nos espaços operacionais, o layout estabeleceu um pool de salas de reuniões junto do hall dos elevadores, deixando o restante da área livre para a instalação dos departamentos. A alta densidade de ocupação foi superada pela parceria entre o arquiteto e uma indústria de móveis, para desenvolver mobiliário específico. O resultado está nas estações de trabalho com tampo deslizante, que encobre o cabeamento disposto em calhas ocultas, e nas duas grandes mesas de operação de valores, com lugar para quase 200 operadores. Segundo Della Manna, estas passaram por oito protótipos até chegar ao modelo definitivo, cujo custo final é cerca de 35% mais barato que o de similares em linha de produção. A principal característica dessas mesas é o painel de fundo metálico, que pode suportar composições formadas por até oito monitores em cada posto de trabalho.
Lanchonete e ambulatório para funcionários foram alocados no primeiro pavimento. Para o auditório, situado no térreo, foram especificados painéis vibrantes de madeira, que melhoram as condições acústicas.
Texto resumido a partir de reportagem
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 322 Dezembro de 2006 |