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O foco do trabalho, explica Cláudia, concentrou-se em qualificar os espaços, com melhor iluminação e mais conforto. No que se refere à imagem em geral associada aos escritórios de advocacia há, porém, diferenças. “A linguagem contemporânea empregada escapa ao padrão, em que o clássico prevalece como forma de simbolizar sobriedade”, ela afirma. Na organização espacial - que os autores classificam em três áreas: de serviços, administrativa e de atendimento -, foi adotada a modulação de 117,5 x 120 centímetros.
A modulação segue a medida dos montantes que estruturam a fachada envidraçada do edifício e é repetida nas juntas de dilatação do piso de concreto aparente. Os gabinetes dos advogados, que os arquitetos identificam como área de atendimento, situam-se na periferia do andar. Definidos pelos painéis de madeira wengue e por portas e bandeiras envidraçadas, contam com linha de mobiliário de desenho exclusivo, criada pelos autores. A localização da sala do diretor, no final do corredor de circulação, permite ver todo o interior do escritório.
Formada pela administração, secretaria, assessoria, salas de equipamentos e de reuniões/exposição, a área administrativa caracteriza-se pela integração dos espaços. A sala de equipamentos é o elemento-surpresa. “Sua posição, central e estratégica para o funcionamento da empresa, é uma subversão do modelo dos escritórios de advocacia, nos quais, em geral, o ambiente ocupa lugares pouco valorizados”, argumenta Cláudia. O tom vermelho empregado pretende enfatizar a importância dessa função, além de fazer referência à marca da empresa.
Na recepção (que integra a área de serviços), o projeto equacionou duas funções: de dia, facilitar o acesso das pessoas, com o portão de correr; à noite, privilegiar a segurança, com a grade metálica de características industriais. O tratamento diferenciado dispensado à copa criou um ambiente à parte. Nos sanitários, mais um detalhe revela o cuidado dos autores: as divisórias que não tocam o chão foram revestidas com tacos de madeira reaproveitados.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 326 Abril de 2007
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