Concurso para alojamentos em Campos do Jordão: Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, SP

Abrigo musical

Organização social e o governo paulista adotaram formato pouco ortodoxo no processo de escolha do projeto para os alojamentos dos participantes do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o maior evento de música erudita no país. Mas os concorrentes acharam interessante.

Para projetar os alojamentos em Campos do Jordão, o escritório MMBB venceu uma disputa que, a bem dizer, começou cerca de 30 anos atrás, passou por diversas fases e terminou numa corrida contra o tempo, dado o prazo curtíssimo para a elaboração da proposta
Abrigo musical
Organização social e o governo paulista adotaram formato pouco ortodoxo no processo de escolha do projeto para os alojamentos dos participantes do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o maior evento de música erudita no país. Mas os concorrentes acharam interessante.

Quando ligou para a arquiteta Lílian Dal Pian, sócia de Renato no escritório batizado com o sobrenome do casal, no dia 11 de maio passado, Miriã Gonçalves de Figueiredo precisou se apresentar. A engenheira é funcionária pública estadual e dá expediente na Secretaria da Cultura. O motivo da chamada era convidar o estúdio Dal Pian para participar de uma concorrência fechada, do tipo técnico-financeira - ou seja, envolvendo conhecimento técnico e orçamento de um projeto completo. O objeto da proposta eram os alojamentos para os músicos que participam do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

No telefonema, poucos detalhes foram dados. No dia seguinte, em uma reunião no prédio da Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim - o novo nome da Universidade Livre de Música -, a dupla de arquitetos conheceu Miriã pessoalmente. Com ela estava Otávio Valero, gestor administrativo e financeiro da organização social Santa Marcelina Cultura. Instalada no mesmo edifício, no centro de São Paulo, a entidade é dirigida por uma ordem religiosa e administra, desde o começo de 2009, a escola de música e o festival de inverno. Os Dal Pian quiseram então saber quais as outras equipes convidadas. Roberto Loeb, Marcio Kogan, MMBB, Una e Triptyque, enumerou a engenheira. “A seleção dos nomes foi feita por nós e pela secretaria”, conta Valero.

Além do programa, outros pontos se tornaram mais claros na reunião. Quem pagaria o quê, por exemplo: a Santa Marcelina arcaria com o custo do projeto e a Secretaria da Cultura financiaria a execução dos alojamentos. Também foi notado que o prazo era muito curto, pois o governo gostaria de ter em mãos, 90 dias depois de finda a disputa, o projeto completo (entenda-se aqui a proposta arquitetônica e as complementares). O contratante pretendia apresentar o desenho escolhido durante o próprio festival de inverno, que ocorre ocorre ao longo de todo o mês de julho, na região da serra da Mantiqueira. Havia ainda uma exigência cujo descumprimento colocaria a equipe fora da pauta: naquele mesmo mês, todos teriam que visitar o terreno em Campos do Jordão, a 178 quilômetros da capital.

Sinal vermelho
Criado há 40 anos, o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão é o maior evento do calendário de música clássica do país. A intensa programação congrega músicos renomados e alunos bolsistas. Trata-se de uma concorrida oportunidade de aprendizado. O principal palco do festival ocupa uma clareira em meio à mata de araucárias. Trata-se do auditório Cláudio Santoro, desenhado por Croce, Aflalo & Gasperini em 1977.

Mesmo fazendo parte do programa na década de 1970, os alojamentos desenhados por Gasperini não foram construídos
Chamado novamente em 2008, ele retomou o projeto anterior de módulos dispersos na mata e fez outro estudo para o terreno que foi objeto do concurso

O escritório não foi responsável pela primeira proposta para um auditório na cidade. Um ano antes, o então governador Paulo Egydio Martins contratara Paulo Mendes da Rocha. Seu desenho tinha planta triangular e volume em tronco de pirâmide invertida. A implantação, no cume da colina, não agradou Paulo Egydio, contrariado com o impacto que ela provocaria na natureza. Em um jantar na casa do empresário e secretário estadual da Cultura Max Feffer, em Campos do Jordão, com a presença do governador, Gian Carlo Gasperini foi chamado para fazer um projeto alternativo. O desenho, uma de suas obras-primas, faz uma interpretação do teatro grego, com a plateia amoldada diretamente à topografia.

A proposta de Gasperini incluía os alojamentos, que nunca foram construídos. No início do ano passado, no entanto, também por telefone, o arquiteto foi convidado pela Tom Jobim - a pedido do diretor executivo Clodoaldo Medina - a apresentar um projeto para as instalações. A escola e a Secretaria da Cultura ponderavam que, como o escritório desenhara o auditório, caberia a ele criar os novos alojamentos. “Ingenuamente, respondi que o projeto já existia”, conta Gasperini. Ele reapresentou então ao governo o plano dos anos 1970. Eram dois núcleos, cada um com dez construções de quatro dormitórios, fragmentadas no meio da mata. Cada núcleo, por sua vez, era composto por um pequeno centro de convivência de tipologia diferente. A circulação entre as edificações se daria longe do solo, por meio de passarelas.

Os interlocutores governamentais fizeram pequenas alterações, a implantação mudou de lugar (mantendo-se seu espírito) e projeto ganhou sinal verde. Uma nova maquete foi entregue à Secretaria da Cultura. Ao escritório chegou a notícia de que todas as secretarias envolvidas, incluindo a do Meio Ambiente, haviam analisado a proposta e nenhuma apresentara objeções. Aflalo & Gasperini foi contratado oficialmente em maio de 2008 e começou a desenvolver o projeto. Quando estavam entrando no projeto executivo, acendeu uma luz vermelha na Secretaria do Meio Ambiente. “Não íamos derrubar uma só árvore, mas não houve conversa”, relata o arquiteto. A secretaria lançou uma opção: construir um edifício na clareira onde atualmente estão os alojamentos temporários, a 300 metros do auditório, nas margens da estrada. A gleba é dividida em duas partes planas, fruto da ação humana; o platô mais elevado está em cota próxima à da via.

O contrato foi rescindido em outubro do ano passado, por meio de um termo que citava o novo projeto a ser realizado. Para este, Gasperini não chegou a fazer mais que um estudo de viabilidade, ainda em 2008 e tendo como interlocutora a arquiteta Carla Almeida, da Cultura. O programa ficava dividido em duas partes: no platô alto, um grande volume abrigaria salas de ensaio e infraestrutura (refeitório, cozinha etc.); no platô baixo, três edificações menorespara os alojamentos. O conjunto seria interligado por passarelas. O período que se seguiu coincide com a mudança de gestão na escola Tom Jobim, cujo diretor executivo foi afastado. Gasperini ligou várias vezes, mas não houve retorno. Tampouco conseguiu falar com o secretário. “Nunca soube que iam organizar um concurso para os alojamentos. Eu gostaria de ter participado”, diz.

A viagem
Ainda na primeira quinzena de maio, depois de alguns telefonemas e e-mails, foi marcada a visita ao terreno de todos os concorrentes. Eles partiram em uma van oferecida pela organização da concorrência, depois de encontrarem Miriã e Valero na sede da escola, que fica em frente ao prédio da Sala São Paulo, onde também está instalada a Secretaria da Cultura. Conhecidos do convívio na cena arquitetônica, o grupo se encontrou pela primeira vez na condição de competidores nessa disputa. Estavam presentes Roberto Loeb; as arquitetas Maria Cristina Motta e Renata Furlanetto, da equipe de Marcio Kogan; Lílian e Renato Dal Pian; Marta Moreira e Milton Braga, do MMBB; e Cristiane Muniz, do Una. Passou da hora marcada sem que nenhum membro do Triptyque aparecesse. Lembrando da possibilidade de desclassificação, Marta insistiu para que se telefonasse para eles. Lembrando da possibilidade de desclassificação, alguém sugeriu, de brincadeira: “Não liga, não!”. A van partiu sem um representante do estúdio franco-brasileiro, mas em tempo o time ficou completo: vindo diretamente de uma obra, Gillaume Sibaud, um dos quatro sócios do Triptyque, viajou em seu carro e encontrou os demais em Campos do Jordão.

O motorista estacionou a van no bolsão junto ao auditório Cláudio Santoro. Depois de uma caminhada a pé, por uma trilha em meio às araucárias, todos chegaram à gleba destinada ao projeto. O terreno, com a mata aberta provavelmente para a construção dos abrigos temporários, fica em cota mais alta do que a do auditório. Dali se tem uma vista deslumbrante em direção à pedra do Baú. Durante a viagem a Campos do Jordão, os representantes do contratante (incluindo uma arquiteta da Secretaria da Cultura) haviam dito que, se alguma das equipes quisesse, poderia entregar também desenhos. A ideia provocou rebuliço entre os candidatos, que em pouco tempo chegaram a um acordo: ninguém faria desenho algum e tudo voltaria ao patamar técnico-financeiro. Depois de fotografar o lote, o grupo voltou para a van a pé, pelo asfalto, e em seguida, a convite dos patrocinadores, todos almoçaram amigavelmente em uma grande mesa, num restaurante no centrinho de Capivari.

Seis dias após a visita, um e-mail do contratante insistia: além do preço do projeto, quem quisesse poderia fazer um esboço do que estava imaginando. Novo alarme geral, telefonemas e um acordo unânime: se fosse para ter algum desenho, todos fariam. E assim a concorrência poderia se transformar em um concurso fechado. Escolhido porta-voz, Milton Braga telefonou para Miriã e pediu um encontro de todo o grupo com os organizadores. Sentados à mesa de uma sala de reuniões na Tom Jobim, o elenco ganhou a presença da irmã Roseni Peixoto, diretora da Santa Marcelina Cultura.

A gleba é uma clareira composta por dois platôs, onde estão os alojamentos temporários
Os concorrentes visitaram o terreno juntos, viajando
na mesma van
Depois de fotografar o lote, o grupo foi almoçar em um restaurante no centrinho de Capivari. A conta foi paga pelo contratante
O desenho de Lílian e Renato Dal Pian é marcado pela implantação cruciforme: enquanto o bloco de alojamentos, no alto, é transversal à via, o volume mais baixo, onde estão as áreas de convívio e ensaios, é paralelo
A proposta do MMBB também situa os alojamentos em pilotis, em cota elevada em relação ao platô alto, com volume de planta quadrada e pátio central

Os projetistas colocaram as cartas na mesa: tinham experiência em participação em concursos e poderiam estabelecer algumas regras. Outro ponto importante: seria conveniente uma remuneração, mesmo que simbólica, para cobrir custos de plotagens e outros procedimentos. “Quanto?”, ouviram como resposta. A reunião foi interrompida para que os arquitetos, na ante-sala, combinassem o valor. “Quinze mil?”, alguém propôs. “É muito. Tem que ser algo entre 10 mil e 12 mil”, ponderou outro. Rapidamente, optaram pelo número mais baixo, decisão que foi comunicada assim que voltaram à sala. A quantia dava direito à apresentação, por parte de cada equipe, de seis pranchas A3. Sem maquete física.

O OK veio alguns dias mais tarde, mas acompanhado de uma contrapartida: o já apertadíssimo prazo de 90 dias para a entrega do executivo completo seria reduzido para 80. Todos aceitaram. Ou melhor, quase todos. Roberto Loeb, o decano do grupo, tendo confidenciado a alguns que se fosse um concurso não iria participar, comunicou por e-mail aos colegas a decisão de ficar de fora. A decisão de Loeb parece ter afligido o contratante, que ligou para todos os demais. “Vocês vão entregar, não vão?”, era a pergunta. Dez dias mais tarde, os que continuavam no páreo protocolaram a entrega dos desenhos.

Teto verde não vaza?
Dois dias depois da entrega, começaram as apresentações dos projetos na Secretaria da Cultura. Por sugestão dos organizadores, elas seriam feitas separadamente e em ordem alfabética, no prazo de 20 minutos para cada uma, diante de uma grande banca: além de Miriã, Valero e irmã Roseni, estavam o secretário estadual da Cultura, João Sayad, e três assessores (entre os quais Carla Almeida), e o diretor cultural da Tom Jobim, Paulo Zuben. Lílian e Renato Dal Pian inauguraram essa etapa, utilizando power point, como todos os demais. Seu projeto separa o programa em duas partes: acima da cota do platô alto, em pilotis, desenharam o volume dos alojamentos; no platô baixo fica o restante das instalações, que incluem, por determinação da secretaria, áreas de convívio e de ensaio, para que, sem perder a ênfase no festival, o espaço possa ser usado durante todo o ano. O desenho é marcado pela implantação cruciforme: enquanto o bloco de alojamentos está transversal à via, o outro é paralelo.

Em vez dos 20 minutos programados, a apresentação durou cerca de uma hora. Sem a conformação clássica de um júri de concurso de arquitetura - normalmente composto por profissionais gabaritados da área -, a banca tinha o perfil do cliente final. Para os concorrentes, de forma geral, ela se mostrou receptiva e cortês, apesar de receber também adjetivos como “fria”, “formal” e “contida”. As questões técnicas foram levantadas pela engenheira Miriã. Zuben olhava o fluxo do programa. E Sayad arriscou algumas perguntas: “Teto verde? Não vaza?”, questionou a respeito das preocupações ambientais presentes no desenho dos Dal Pian. “E essa madeira não apodrece?”, interrogou, referindo-se aos fechamentos do edifício.

Uma inadvertida subversão da ordem alfabética fez com que o projeto a seguir fosse o do MMBB, em vez de Marcio Kogan. Com a equipe completa - Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Melo Franco -, o escritório mostrou seu trabalho, que segue lógica semelhante ao de Dal Pian ao colocar os alojamentos em pilotis, em cota elevada em relação ao platô alto. Mas em vez do bloco laminar, o MMBB propôs um volume de planta quadrada com pátio central, um partido que remete ao convento de La Tourette (1957), de Le Corbusier. Outra diferença é a divisão do restante do programa em dois blocos: próximo da estrada ficam a área de convivência e serviços; ocupando parte do platô baixo estão os espaços para ensaios. As perguntas da banca foram mais técnicas: “Como é que entra o piano?”, por exemplo, já que as salas de ensaio estão na cota mais baixa. Aliás, questões sobre o fluxo de circulação foram constantes nas apresentações, uma vez que os partidos eram semelhantes.

Mudança no roteiro
Integrado fisicamente ao grupo pela primeira vez, Marcio Kogan veio a seguir, acompanhado das assistentes. Outra vez se viu a divisão em duas partes, com os dormitórios acima da cota do platô alto. De novo, a diferença foi o desenho. Para diminuir o impacto do volume na paisagem, este não é elevado por pilotis. Separados em duas porções não paralelas, os alojamentos conformam uma praça de convivência que privilegia a vista para a pedra do Baú. Por outro lado, o volume baixo fica camuflado pela topografia. Entre outras coisas, a bancada questionou o porquê da inclinação entre as lâminas dos alojamentos.

Na sequência, os sócios Sibaud e Carol Bueno, mais um arquiteto coordenador da equipe, mostraram o trabalho do Triptyque, que foge completamente do partido dos outros concorrentes. A urgência para a inauguração pedia uma estratégia de calamidade. Assim, parte do desenho executivo poderia ser passada para empresas que realizam construções pré-fabricadas. Os alojamentos, por exemplo, poderiam ser chalés típicos, daqueles feitos por dezenas de fabricantes na região Com alguns acertos e customizações, a ideia seria aceitável, na avaliação da equipe. Vestida com hábito branco, irmã Roseni abandonou seu sorriso constante: “Mas preto?”, espantou-se diante da cor proposta para os chalés. Além destes, seriam construídos pequenos galpões com arcos de telhas metálicas e, completando o conjunto, a única edificação a ser desenhada pela equipe abrigaria setores de infraestrutura. As tubulações das instalações ficariam aparentes. O projeto deixou os examinadores em silêncio, sem reação.

Com a noite chegando, entrou a equipe do Una, também completa, com os sócios Fernando Viégas, Fernanda Barbara, Cristiane Muniz e Fábio Valentim. O último projeto voltava às questões da maioria, com diferenças no desenho: base com infraestrutura de apoio no platô baixo e, acima da cota do platô alto, os alojamentos. Uma lâmina angulada em relação à base permitiria que os quartos tivessem melhor orientação e vista para a famosa pedra. O principal elemento de circulação vertical era uma escada de lances contínuos - à la Pompidou, só que interna -, que teria em seu ponto mais alto uma área de contemplação e convivência. A base, aparentemente maciça, seria fragmentada por espaços vazios, a fim de criar pátios de luz. Algumas questões da bancada sobre a circulação de carga e descarga, e a noite terminou.

Alguns dias depois, Una e MMBB foram avisados de que havia um impasse: o júri não teria conseguido bater o martelo entre as duas propostas. Nova mudança no roteiro e a competição ganhou mais uma fase, de uma semana, somente com os dois candidatos (e sem remuneração extra). Com atendimentos individuais, foram discutidos acertos em ambas as propostas. Desta vez, sem apresentações para a banca e com entrega de maquete. Finda essa etapa, os dois concorrentes receberam o comunicado: o MMBB havia vencido. Mas todos os concorrentes são unânimes em avaliar o processo de escolha do projeto como interessante e apontam a ótima receptividade do organizador. O contrato com o MMBB foi assinado em setembro e a equipe trabalha a toda carga no detalhamento do projeto. A idéia é ter a ala dos alojamentos pronta para uso no próximo festival de inverno.

Por coincidência, na juventude, nos idos de 1980, Milton Braga trabalhou em Croce, Aflalo & Gasperini. Ele pilotava o primeiro computador do escritório, que, em épocas de lei de informática, ficava camuflado em uma mapoteca de aço cortada, escondido da fiscalização. Muitos anos depois, a equipe do MMBB tornou-se parceira de Paulo Mendes da Rocha, cujo projeto para o auditório de Campos do Jordão Braga garante nunca ter visto. Como critério de avaliação, no concurso foram atribuídas notas para fatores técnicos e econômicos. A parte técnica, relacionada ao projeto, foi subdividida em 16 itens (tais como acessibilidade, acesso de veículos etc.) e teve peso dois.

A parte econômica foi desmembrada em nove quesitos, entre os quais valor da proposta, custo estimado e custo de manutenção. Isso possibilitou que o MMBB vencesse mesmo sem apresentar o menor preço de projeto. O contrato de gestão do festival de inverno pela Santa Marcelina Cultura é de quatro anos. A entidade também vai administrar o alojamento. “O projeto atendeu a nossa necessidade e o espaço será usado para abrigar outros eventos, como feiras e congressos”, revela Valero.


Texto de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 358 Dezembro de 2009
O restante do programa foi dividido em dois blocos: o primeiro está próximo da estrada e abriga as áreas de convivência e de serviços; o outro, destinado aos ensaios, ocupa parte do platô baixo
Assim como a maioria dos concorrentes, Marcio Kogan separou o programa em duas partes: acima da cota do platô alto, os alojamentos; no platô baixo, o restante do programa
Para diminuir o impacto do volume na paisagem, o bloco dos alojamentos não é elevado. Estes, divididos em duas porções não paralelas, conformam uma praça que privilegia a vista para a pedra do Baú
Fugindo do padrão, a proposta do Triptyque considerava que a urgência para a inauguração do projeto deveria ser respondida com uma estratégia de calamidade
Assim, parte do desenho executivo poderia ser passado para empresas que realizam construções préfabricadas, como chalés para os alojamentos e galpões para os ambientes de ensaio
O projeto do Una possui o partido da maioria: base com infraestrutura de apoio no platô baixo e, acima da cota do platô alto, os alojamentos, numa lâmina angulada, de forma que os quartos tivessem melhor orientação e vista
A base, aparentemente maciça, seria fragmentada por espaços vazios, a fim de criar pátios de luz

Texto de Fernando Serapião| Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 358

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