Edição 447: Arquitetura e suas escalas

Aos 81 anos de idade, Ruy Ohtake segue trabalhando intensamente. Além dos projetos em desenvolvimento pelo seu escritório, ele participa ativamente da realização de duas mostras em sua homenagem, uma sobre a arquitetura (no Museu da Casa Brasileira) e outra sobre as criações de design (no Instituto Tomie Ohtake), ambas inauguradas no final deste mês de fevereiro.

Em paralelo às exposições, e com temáticas próximas a elas, estão sendo lançados dois livros sobre o arquiteto: o primeiro é o resultado da pesquisa que começou a ser empreendida há três anos pelos editores Abílio Guerra e Silvana Romano (Editora Romano Guerra) sobre a obra de Ohtake, incluindo investigação bibliográfica, documental e visitas a obras; e o outro, uma correalização da Editora Olhares com o Instituto Tomie Ohtake, sobre o seu design, relacionado ou não aos contextos específicos da sua arquitetura.

Também nós, da PROJETO, prestamos a devida homenagem ao irreverente arquiteto: a seção Perfil desta edição é sobre Ruy Ohtake e a sua bem-sucedida trajetória profissional. “Sou um arquiteto com alto índice de obras construídas”, comemora ele.

A edição é também dedicada a um apanhado de projetos futuros, dos quais um apenas, o pavilhão que nos representará na Expo 2020 Dubai, é fora do Brasil. Ele está sendo projetado em conjunto pelos arquitetos José Paulo Gouveia, Alexandre Benoit, Marta Moreira, Milton Braga, Martin Benavides e Guilherme Wisnik, vencedores do concurso público lançado no ano passado para tal fim - veja também, na matéria sobre o pavilhão, os demais classificados no certame.

Os outros projetos da edição cobrem programas variados: de equipamentos públicos de saúde e de transporte (respectivamente os projetos do SPBR Arquitetos para o Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo e, na mesma cidade, de um terminal de ônibus criado pela equipe do 23 Sul) a iniciativas de gestão urbana (os feitos da Secretaria de Gestão do Território e Habitação - Segeth e da Companhia do Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal - Codhab nas gestões, entre 2015 e 2018, de Thiago Teixeira Andrade e Gilson Paranhos, respectivamente) e museu (projeto do português Carvalho Araújo para o Museu da Imagem e do Som de Fortaleza), assim como parques (ecoturismo no Parque Itatiaia, do escritório Natureza Urbana) e torres residenciais: os edifícios Butler, de autoria do FGMF Arquitetos, e o Mota Pais, de Hector Vigliecca, ambos em São Paulo.

Nessa lista, poderíamos até incluir outros tantos projetos que estão sendo construídos na Europa e na Ásia porque são assinados por uma brasileira - que vive há muitos anos na França, é verdade -, Elizabeth de Portzamparc. Recentemente convidada para integrar o comitê de honra do UIA 2020 RIO, o congresso de arquitetos que será realizado no Rio de Janeiro no próximo ano (veja a coluna de Roberto Simon sobre o tema e sobre a eleição da capital carioca, pela UNESCO, para o título de primeira Capital Mundial da Arquitetura, assim como a fotografia de Leonardo Finotti, na seção Perspectiva, do detalhe de uma obra de Oscar Niemeyer no Rio de Janeiro), ela é a nossa entrevistada da edição.

Por fim, nas reportagens de Gilmara Gelinski na seção FINESTRA, retratamos o projeto do Concórdia Corporate, do escritório Dávila Arquitetura, uma torre corporativa localizada em Nova Lima (MG) e um panorama comparativo entre sistemas de fachadas.

BOA LEITURA!

Texto de Evelise Grunow| Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 447
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