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Coberturas
como a do Estádio Olímpico de Munique, desenhada
pelo arquiteto e engenheiro alemão Frei Otto, ou
a do Aeroporto Internacional de Denver, no Colorado, EUA,
projetada pelo arquiteto Horst Berger, são apenas
dois dos muitos exemplos de obras permanente realizadas
com as tensoestruturas, caracterizadas por extrema leveza,
arrojo visual e capacidade de vencer grandes vãos.
Embora
as principais referências mundiais no assunto estejam
no hemisfério norte, onde o tema é estudado
há pelo menos 50 anos, começa a crescer
também no Brasil o interesse pela arquitetura têxtil,
fazendo surgir obras de complexidade cada vez maior.
Prova disso foi a a realização do 1º
Simpósio Nacional sobre Tensoestruturas, em São
Paulo, nos dias 6 e 7 de maio de 2002, com a presença
do próprio Frei Otto.
Para a arquiteta Cristiana Sabóia de Freitas,
doutoranda da Seção Tecnologia e Ambiente
do Departamento de Projeto Urbano da Universidade Federico
II, em Nápoles, Itália, vários aspectos
justificam o interesse e favorecem a inserção
da tecnologia no Brasil:
“Dentre eles, destaco a predominância de climas
de tipo tropical no país,
a tradição das formas curvas na arquitetura
e a abertura cultural, que facilita a aceitação
de inovações nos modos de viver e nas formas
do espaço arquitetônico”.
Ainda são poucos os profissionais brasileiros
que conhecem todas as possibilidades oferecidas por esse
sistema construtivo, e é menor ainda o número
de especialistas em projetos e cálculos, o que
faz vislumbrar um mercado de trabalho com bom potencial.
“São raros os calculistas e fornecedores nessa
área”, afirma a arquiteta Cristina de Castro Mello,
autora do projeto de instalação da tensoestrutura
que criou uma zona sombreada permanente no solário
da piscina do Sesc Bertioga, no litoral paulista.
A arquiteta também desenhou a tensoestrutura que
dá formas ao palco ao ar livre do Sesc Itaquera,
em São Paulo.
“A obra está pronta há oito anos, continua
funcionando muito bem e nunca teve problemas, nem com
vazamentos. O único cuidado tem sido a lavagem
periódica com esguicho”, avisa Cristina. |
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Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 267 Maio 2002
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Restaurante
Sakana, projetado por Gui Mattos: tensoestrutura integra
o projeto de interiores para recolher águas pluviais
Foto: Ary Diesendruvk |
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