Projeto de interiores para hotéis e flats
 
Fernanda Marques
Gisela B. Gonçalves
Nelson Andrade
Os detalhes fazem a diferença
Projeto de interiores e especificação de produtos
e equipamentos para hotéis e flats foram os temas do segundo debate da série que vem sendo organizada pela revista PROJETO
DESIGN desde junho deste ano. O evento teve a participação dos arquitetos Fernanda Marques, Gisela Bento Gonçalves e Nelson Andrade.

Fernanda é sócia do escritório Fernanda Marques
e Sandra Picciotto Arquitetura Interiores, que responde por diversos projetos de interiores de flats e hotéis. Gisela é titular do escritório
GOK - Arquitetura de Interiores, responsável pelo projeto de interiores de 24 empreendimentos hoteleiros nos últimos dez anos, entre eles o
Hotel Renaissance, em São Paulo.

Andrade trabalhou na Hidroservice, empresa que assina o projeto de arquitetura do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, e é co-autor do livro Hotel - Planejamento e projeto, da editora Senac, e um dos criadores do curso Projeto e Planejamento de Hotéis, da Fupam-USP.
É sócio do escritório NPW, especializado em projetos arquitetônicos para a área hoteleira.

Mediado pelo jornalista Silvério Rocha, editor executivo de PROJETO
DESIGN, o debate aconteceu em 29 de julho de 2002, no auditório do showroom da Deca, em São Paulo, e reuniu cerca de 50 convidados na platéia, entre arquitetos e fornecedores que atendem ao segmento hoteleiro.
 

Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 271 Setembro 2002

 
Clique nas perguntas e leia as respostas
Quais os principais pontos num projeto
de interiores de hotéis e flats?
O mercado brasileiro dispõe hoje de mobiliário e equipamentos com diversidade e qualidade? Como os senhores vêem a questão produto fabricado especialmente para determinada obra versus produto industrializado?

As exigências mudam conforme
a operadora?
Então os fabricantes brasileiros já estão atentos para essa questão?
A que podemos atribuir essa profissionalização? Ao boom hoteleiro?
Há diferenças entre desenvolver o projeto para uma rede hoteleira, nacional ou internacional, e para um hotel ou flat isolado?
O Normandie e o Pergamon, dois hotéis familiares de São Paulo, foram totalmente reformulados. Isso é um modismo, uma iniciativa arriscada?
Quais são as lacunas e os problemas
para o projeto e a especificação no
setor hoteleiro? Falta normalização?
Falta conhecimento do tema e de
projeto por parte dos contratantes?
Por que isso é perigoso?
Esse não é um problema decorrente da falta de normas técnicas feitas para a realidade brasileira? Aos profissionais de projeto caberia brigar para que houvesse normas adequadas e seguras.
Costuma-se dizer que nos EUA e no Japão, por exemplo, demora-se dois anos projetando e seis meses executando. Aqui normalmente é o contrário?
Do ponto de vista da arquitetura, o que
é um bom projeto de hotel ou flat? De modo geral, os projetos são muito parecidos,
pois prevalece a arquitetura internacional,
e algumas vezes parecem caixotes pré-fabricados.
Creio que existe falta de respeito com o projeto que foi contratado e pago pelo empreendedor, com o trabalho do arquiteto que especifica determinado produto e também com o do fabricante que faz o protótipo e desenvolve esse produto. Depois de todo o trabalho, o próprio empreendedor ou a construtora chama alguém que faz uma cópia desse produto e cobra um terço do valor. Não seria o caso de o arquiteto ter mais pulso e não aceitar esse similar?
 
 
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