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| Projeto de interiores
para hotéis e flats |
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| Costuma-se
dizer que nos EUA e no Japão, por exemplo,
demora-se dois anos projetando e seis meses
executando. Aqui normalmente é o contrário? |
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| Na verdade, o planejamento não
é da obra, é do investimento. A obra
vai a reboque do prazo programado para o investimento
começar a dar retorno. Certamente, nos EUA,
Europa e Japão isso é um pouco diferente,
pois tudo é mais organizado por lá. |
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| Ainda temos muito para caminhar,
mas temos evoluído na questão de planejamento,
no entrosamento entre os diferentes projetistas. |
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| De fato, houve melhora no respeito
ao profissional de arquitetura. Hoje fazemos reuniões
bastante produtivas e o pessoal da obra segue o
que dizemos. Mas na prática ainda se diz:
“Se em meia hora o escritório enviar isso
para a obra, ótimo; se enviar depois, não
faz mal, a gente já fez”. Essa falta de respeito
ainda acontece. |
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O projeto em geral custa uma
parcela bastante pequena do valor do empreendimento
e, por incrível que pareça, isso não
é percebido. Procura-se economizar no projeto
quando na verdade é ele que pode proporcionar
economia significativa na obra. Posso citar o exemplo
do Maksoud Plaza, em que o projeto custou muito
caro, porque foi adotado o conceito de projeto global.
Eu me lembro de que refazíamos projeto e
detalhamento, porque na hora de fazer a compra aquele
produto não chegava no orçamento pretendido.
O que vejo, portanto, é um empenho muito
grande de economia no conjunto, mas dificilmente
se usa o projeto como instrumento de economia global. |
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| Clique
nas perguntas e leia as respostas |
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Abertura |
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Quais
os principais pontos num projeto
de interiores de hotéis e flats? |
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O
mercado brasileiro dispõe hoje de mobiliário
e equipamentos com diversidade e qualidade? Como
os senhores vêem a questão produto
fabricado especialmente para determinada obra versus
produto industrializado? |
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As
exigências mudam conforme
a operadora? |
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Então
os fabricantes brasileiros já estão
atentos para essa questão? |
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A que podemos atribuir essa profissionalização? Ao boom hoteleiro? |
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Há
diferenças entre desenvolver o projeto para
uma rede hoteleira, nacional ou internacional, e
para um hotel ou flat isolado? |
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O
Normandie e o Pergamon, dois hotéis familiares
de São Paulo, foram totalmente reformulados.
Isso é um modismo, uma iniciativa arriscada? |
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Quais
são as lacunas e os problemas
para o projeto e a especificação no
setor hoteleiro? Falta normalização?
Falta conhecimento do tema e de
projeto por parte dos contratantes? |
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Por
que isso é perigoso? |
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Esse
não é um problema decorrente da falta
de normas técnicas feitas para a realidade
brasileira? Aos profissionais de projeto caberia
brigar para que houvesse normas adequadas e seguras. |
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Costuma-se
dizer que nos Estados Unidos e no Japão,
por exemplo, demora-se dois anos projetando e seis
meses executando. Aqui normalmente é o contrário? |
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Do
ponto de vista da arquitetura, o que
é um bom projeto de hotel ou flat? De modo
geral, os projetos são muito parecidos,
pois prevalece a arquitetura internacional,
e algumas vezes parecem caixotes pré-fabricados. |
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Creio
que existe falta de respeito com o projeto que foi
contratado e pago pelo empreendedor, com o trabalho
do arquiteto que especifica determinado produto
e também com o do fabricante que faz o protótipo
e desenvolve esse produto. Depois de todo o trabalho,
o próprio empreendedor ou a construtora chama
alguém que faz uma cópia desse produto
e cobra um terço do valor. Não seria
o caso de o arquiteto ter mais pulso e não
aceitar esse similar? |
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