| Do
ponto de vista da arquitetura, o que é
um bom projeto de hotel ou flat? De modo geral,
os projetos são muito parecidos, pois
prevalece a arquitetura internacional, e algumas
vezes parecem "caixotes"... |
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É possível fazer
arquitetura interessante para hotel. Embora o apartamento
se repita muitas vezes, numa volumetria relativamente
padronizada, há espaço para a criatividade.
Quanto ao bom projeto, a primeira coisa é
a realização de um estudo de viabilidade,
para perceber qual a localização,
o que ela pede, que hotéis concorrentes existem,
qual a oferta de serviços que comporta. Isso
deve ser feito em comum acordo com a operadora.
Depois, é necessário um programa adequado
ao local e à viabilidade operacional e econômica.
O passo seguinte é desenvolver o projeto
com cuidado necessário em relação
a economia, operacionalidade e manutenção,
e dar ênfase às instalações,
porque o hotel é serviço. Não
adianta um apartamento lindo se os botões
não funcionam ou se o elevador demora. Quem
projeta deve ter conhecimento de onde podem surgir
os problemas. Se o arquiteto não for um especialista,
deve cercar-se de pessoas que conheçam profundamente
cada detalhe. |
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| Discutir a arquitetura de caixote
e a mesmice do skyline de São Paulo
seria discutir a arquitetura brasileira, o que é
tema para outro debate. Eu gostaria de lembrar que
os profissionais de arquitetura e os de interiores
têm um ponto comum: o empreendedor, ou o incorporador,
que é muito conservador e não quer
arriscar nada. Geralmente, recebemos a fórmula
a ser seguida. São poucas as oportunidades
de escapar disso e raros os exemplos inovadores,
como o Unique, do Ruy Ohtake, em São Paulo. |
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A cada empreendimento aprendemos
muitas coisas. Quantos novos modelos de cadeiras
ou de luminárias surgem em seis meses? O
profissional deve estar sempre se atualizando. Não
estou falando de modismo, mas de tecnologia, de
conforto.
Se o profissional pode dizer que o projeto está
atendendo às necessidades e foi feito o melhor
possível dentro da formatação
de custos, de fórmulas e outras situações,
também pode dizer que aquele é um
bom projeto.
A diferença tem de estar na funcionalidade,
no serviço e até no sorriso do funcionário.
Um botão que não acende será
consertado na hora e o hóspede irá
embora satisfeito. Mas se o botão não
funcionar e o serviço também não,
o hóspede nunca mais voltará. |
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