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| Projeto de interiores
para hotéis e flats |
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Pergunta
da platéia:
Creio que existe falta de respeito com o projeto
que foi contratado e pago pelo empreendedor,
com o trabalho do arquiteto que especifica
determinado produto e também com o
do fabricante que faz o protótipo e
desenvolve esse produto. Depois de todo o
trabalho, o próprio empreendedor ou
a construtora chama alguém que faz
uma cópia desse produto e cobra um
terço do valor. Não seria o
caso de o arquiteto ter mais pulso e não
aceitar esse similar? |
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| O que posso dizer é que
sou solidária nesse sentido. Existe todo
um trabalho de prospecção e entendimento
do produto para que se possa fazer a especificação
correta. Porém, o poder de decisão
é do empreendedor. |
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| Nós, arquitetos, podemos
até argumentar, mas não temos autoridade
para vetar a substituição. |
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Atuo muito com implantação,
várias vezes de um projeto que não
é meu. Por isso, entendo bem a posição
dos fornecedores e dos profissionais - entre os
quais me incluo -, mas também entendo a dos
investidores.
Pela falta de tradição em hotelaria,
a maioria dos profissionais hoje envolvidos com
projetos de interiores de hotéis veio do
segmento residencial e trouxe consigo a praxe da
reserva técnica (comissão variável
sobre o total gasto na compra dos produtos especificados),
que pode ser considerada aceitável em residências,
mas num hotel representa um volume bastante considerável.
Os empreendedores escolhem o similar por questão
de custo, para tentar reduzir essa reserva técnica.
Muitas vezes esse similar não atende ao que
foi especificado, mas na maioria das vezes o produto
é trocado com resposta total às especificações.
Se a qualidade é a mesma, o investidor dispensa
o produto de grife, que é mais caro e nem
sempre dá retorno.
Na minha intermediação nos projetos
de implantação, faço questão
de que isso fique muito claro. Estaria em situação
constrangedora se alguém pensar que substituo
o produto especificado por um colega para ficar
com a reserva técnica. Sem a reserva técnica
é possível viabilizar um produto simplesmente
porque ele chegou ao valor real e não tem
outros custos agregados. |
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Se a qualidade é a mesma,
caberia ao especificador deixar a liberdade de escolha
entre os similares. Também considero a reserva
técnica uma prática abominável,
que deveria ser condenada e abolida do mercado.
Ela é uma conseqüência funesta
da má remuneração de projetos.
O cliente paga mal pelo projeto e depois fecha os
olhos para essa prática deplorável. |
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| Clique
nas perguntas e leia as respostas |
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Abertura |
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Quais
os principais pontos num projeto
de interiores de hotéis e flats? |
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O
mercado brasileiro dispõe hoje de mobiliário
e equipamentos com diversidade e qualidade? Como
os senhores vêem a questão produto
fabricado especialmente para determinada obra versus
produto industrializado? |
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As
exigências mudam conforme
a operadora? |
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Então
os fabricantes brasileiros já estão
atentos para essa questão? |
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A que podemos atribuir essa profissionalização? Ao boom hoteleiro? |
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Há
diferenças entre desenvolver o projeto para
uma rede hoteleira, nacional ou internacional, e
para um hotel ou flat isolado? |
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O
Normandie e o Pergamon, dois hotéis familiares
de São Paulo, foram totalmente reformulados.
Isso é um modismo, uma iniciativa arriscada? |
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Quais
são as lacunas e os problemas
para o projeto e a especificação no
setor hoteleiro? Falta normalização?
Falta conhecimento do tema e de
projeto por parte dos contratantes? |
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Por
que isso é perigoso? |
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Esse
não é um problema decorrente da falta
de normas técnicas feitas para a realidade
brasileira? Aos profissionais de projeto caberia
brigar para que houvesse normas adequadas e seguras. |
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Costuma-se
dizer que nos Estados Unidos e no Japão,
por exemplo, demora-se dois anos projetando e seis
meses executando. Aqui normalmente é o contrário? |
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Do
ponto de vista da arquitetura, o que
é um bom projeto de hotel ou flat? De modo
geral, os projetos são muito parecidos,
pois prevalece a arquitetura internacional,
e algumas vezes parecem caixotes pré-fabricados. |
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Pergunta
da platéia:
Creio que existe falta de respeito com o projeto
que foi contratado e pago pelo empreendedor, com
o trabalho do arquiteto que especifica determinado
produto e também com o do fabricante que
faz o protótipo e desenvolve esse produto.
Depois de todo o trabalho, o próprio empreendedor
ou a construtora chama alguém que faz uma
cópia desse produto e cobra um terço
do valor. Não seria o caso de o arquiteto
ter mais pulso e não aceitar esse similar? |
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