| Durabilidade, resistência e facilidade de conformação
são algumas características dos painéis de alumínio
composto, cujo desempenho na última década impulsionou a entrada
de outros produtos no mercado. Chapas ou painéis compostos de cobre, zinco
e aço inoxidável já podem ser encontrados nas fachadas de
alguns edifícios. Planicidade, facilidade de conformação
e leveza são alguns dos atributos dos revestimentos metálicos,
que passaram a ser utilizados em fachadas e coberturas. Entre eles estão
as chapas de material puro - como cobre, zinco, aço inoxidável e
alumínio - e os painéis compostos, que chegaram ao mercado, inicialmente,
na versão alumínio e, mais recentemente, também em zinco,
cobre e aço inoxidável. Estimulados pelo desempenho alcançado
pelos painéis de alumínio composto, os fabricantes passaram a desenvolver
outros produtos, basicamente com a mesma configuração - duas
chapas pintadas unidas por uma camada de polietileno de baixa densidade. Os fabricantes
Mitsubishi Chemical e Alcoa já oferecem ao mercado brasileiro painéis
compostos nas versões cobre, zinco e aço inox. Assim como
os pioneiros painéis de alumínio, todos podem ser utilizados
em projetos de pequeno ou grande porte, para revestir fachadas, ou ainda em detalhes
de vigas, pilares, paredes internas e pórticos. Mas, apesar de algumas
semelhanças, cada um deve ser planejado como um sistema, que incorpora
as particularidades do tipo de revestimento escolhido, afirma Ataíde Xavier,
diretor de desenvolvimento de produtos da Eximax, que comercializa os painéis
Alpolic, da Mitsubishi. Com esses novos produtos, o mercado começa
a incorporar novas terminologias. Além do ACM (aluminium composite
material), surgem agora o CCM (copper composit material - 0,3 mm de cobre + 3,4
mm de polietileno + 0,3 mm de cobre); o TCM (titanium composit material - 0,3
mm de titânio + 3,4 mm de agregado mineral incombustível + 0,3 mm
de aço inox); o SCM (stainless steel composit material - 0,3 mm de aço
inox + 3,4 mm de agregado mineral incombustível + 0,3 mm de aço
inox). Durabilidade, estabilidade das cores e alta resistência
aos efeitos das intempéries, da poluição e das demais solicitações
a que se submete uma edificação são características
dos painéis compostos, segundo outro grande fabricante, a Alcan. A facilidade
de conformação também é outro atributo do produto:
pode ser manuseado, cortado, furado, dobrado e curvado. Assim como os
painéis compostos, as chapas de metais naturais também começam
a ser especificadas para o revestimento de fachadas e coberturas. Muito utilizado
no país até a década de 1960, o cobre voltou ao mercado com
mais fôlego a partir de 1997, quando o Procobre passou a divulgar o uso
do material na arquitetura. Uma das mais recentes obras de destaque é o
hotel Unique (Finestra 31). O mesmo ocorre com o aço inoxidável,
que nos últimos três anos vem sendo empregado em fachadas de edifícios
administrativos, como a sede da Vivo (Finestra 35). Já o titânio,
ainda pouco conhecido no Brasil, teve sua grande chance de experimentação
na fachada do Museu Guggenheim de Bilbao, Espanha, projeto do arquiteto
Frank Gehry. Segundo Xavier, no mercado atualmente está sendo comercializado
o TCM, um metal cinza-claro. Através de um processo de eletrólitos
é possível obter as cores prata, púrpura e tons de azul.
Há também o titânio zinc - uma chapa composta de zinco puro,
cobre e titânio, utilizada nas coberturas do Unique e do edifício
Terraço Ibirapuera, em São Paulo. “Para que se possa extrair
todos os benefícios desses materiais, o ideal é que o arquiteto
conceba o projeto considerando a especificação desses revestimentos”,
afirma Xavier. Além da compatibilização, esse procedimento
colabora com ganhos na carga estrutural, devido à leveza dos painéis
metálicos. Todos eles podem também ser utilizados para retrofit
de fachadas. Outro tipo de revestimento metálico que passou a
compor as fachadas de obras nos últimos anos são os painéis
autoportantes. Trata-se de um produto formado por duas chapas metálicas,
perfiladas a frio, unidas por um núcleo central isolante de espuma rígida
de poliuretano expandido ou lã de rocha. As chapas utilizadas para fabricação
dos painéis podem ser lisas ou microperfiladas - de aço galvanizado,
alumínio, cobre ou zinco. Suas cores vão dos tons metálicos
e champanhe ao vermelho, azul, verde ou amarelo - como os fornecidos pela Arcelor
para a obra do Holiday Inn Anhembi, em São Paulo (Finestra 37) - e as espessuras
variam entre 35 e 200 milímetros. Publicada
originalmente em FINESTRA Edição 41 Maio de 2005 |