Revestimentos metálicos
Naturais ou compostos,
metais conquistam o mercado
 
    
 
Metais conquistam
o mercado

 Painéis de alumínio composto em obra pioneira Nova fachada para edifíciodos anos 1970 Revestimento com painéis de aço inoxidável
 

Durabilidade, resistência e facilidade de conformação são algumas características dos painéis de alumínio composto, cujo desempenho na última década impulsionou a entrada de outros produtos no mercado. Chapas ou painéis compostos de cobre, zinco e aço inoxidável já podem ser encontrados nas fachadas de alguns edifícios.

Planicidade, facilidade de conformação e leveza são alguns dos atributos dos revestimentos metálicos, que passaram a ser utilizados em fachadas e coberturas. Entre eles estão as chapas de material puro - como cobre, zinco, aço inoxidável e alumínio - e os painéis compostos, que chegaram ao mercado, inicialmente, na versão alumínio e, mais recentemente, também em zinco, cobre e aço inoxidável.

Estimulados pelo desempenho alcançado pelos painéis de alumínio composto, os fabricantes passaram a desenvolver outros produtos, basicamente com a mesma configuração - duas chapas pintadas unidas por uma camada de polietileno de baixa densidade. Os fabricantes Mitsubishi Chemical e Alcoa já oferecem ao mercado brasileiro painéis compostos nas versões cobre, zinco e aço inox.

Assim como os pioneiros painéis de alumínio, todos podem ser utilizados em projetos de pequeno ou grande porte, para revestir fachadas, ou ainda em detalhes de vigas, pilares, paredes internas e pórticos. Mas, apesar de algumas semelhanças, cada um deve ser planejado como um sistema, que incorpora as particularidades do tipo de revestimento escolhido, afirma Ataíde Xavier, diretor de desenvolvimento de produtos da Eximax, que comercializa os painéis Alpolic, da Mitsubishi.

Com esses novos produtos, o mercado começa a incorporar novas terminologias. Além do ACM (aluminium composite material), surgem agora o CCM (copper composit material - 0,3 mm de cobre + 3,4 mm de polietileno + 0,3 mm de cobre); o TCM (titanium composit material - 0,3 mm de titânio + 3,4 mm de agregado mineral incombustível + 0,3 mm de aço inox); o SCM (stainless steel composit material - 0,3 mm de aço inox + 3,4 mm de agregado mineral incombustível + 0,3 mm de aço inox).

Durabilidade, estabilidade das cores e alta resistência aos efeitos das intempéries, da poluição e das demais solicitações a que se submete uma edificação são características dos painéis compostos, segundo outro grande fabricante, a Alcan. A facilidade de conformação também é outro atributo do produto: pode ser manuseado, cortado, furado, dobrado e curvado.

Assim como os painéis compostos, as chapas de metais naturais também começam a ser especificadas para o revestimento de fachadas e coberturas. Muito utilizado no país até a década de 1960, o cobre voltou ao mercado com mais fôlego a partir de 1997, quando o Procobre passou a divulgar o uso do material na arquitetura. Uma das mais recentes obras de destaque é o hotel Unique (Finestra 31). O mesmo ocorre com o aço inoxidável, que nos últimos três anos vem sendo empregado em fachadas de edifícios administrativos, como a sede da Vivo (Finestra 35).

Já o titânio, ainda pouco conhecido no Brasil, teve sua grande chance de experimentação na fachada do Museu Guggenheim de Bilbao, Espanha, projeto do arquiteto Frank Gehry. Segundo Xavier, no mercado atualmente está sendo comercializado o TCM, um metal cinza-claro. Através de um processo de eletrólitos é possível obter as cores prata, púrpura e tons de azul. Há também o titânio zinc - uma chapa composta de zinco puro, cobre e titânio, utilizada nas coberturas do Unique e do edifício Terraço Ibirapuera, em São Paulo.

“Para que se possa extrair todos os benefícios desses materiais, o ideal é que o arquiteto conceba o projeto considerando a especificação desses revestimentos”, afirma Xavier. Além da compatibilização, esse procedimento colabora com ganhos na carga estrutural, devido à leveza dos painéis metálicos. Todos eles podem também ser utilizados para retrofit de fachadas.

Outro tipo de revestimento metálico que passou a compor as fachadas de obras nos últimos anos são os painéis autoportantes. Trata-se de um produto formado por duas chapas metálicas, perfiladas a frio, unidas por um núcleo central isolante de espuma rígida de poliuretano expandido ou lã de rocha. As chapas utilizadas para fabricação dos painéis podem ser lisas ou microperfiladas - de aço galvanizado, alumínio, cobre ou zinco. Suas cores vão dos tons metálicos e champanhe ao vermelho, azul, verde ou amarelo - como os fornecidos pela Arcelor para a obra do Holiday Inn Anhembi, em São Paulo (Finestra 37) - e as espessuras variam entre 35 e 200 milímetros.


Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 41 Maio de 2005

 
Holiday Inn Anhembi, São Paulo (2004):
chapas de aço galvanizado com núcleo de espuma rígida
de poliuretano. Projeto de Miguel Juliano
 
Hotel Unique, São Paulo (2004): placas de cobre revestem
4 600 metros quadrados da fachada. Projeto de Ruy Ohtake
 
Passarela com esteiras rolantes em Curitiba (2003):
painéis de alumínio composto. Projeto de Adolfo Sakaguti
 
Edifício Ceridean Corporation, em Minneapolis, Estados Unidos: fachada com painel composto de cobre,
já disponível no mercado brasileiro
 
Leia mais
Naturais ou compostos, metais conquistam o mercado - Introdução
Painéis de alumínio composto em obra pioneira
Nova fachada para edifício dos anos 1970
Revestimento com painéis de aço inoxidável
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