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A evolução dos sistemas de fachada trouxe também mudanças
na tipologia utilizada nos quadros de vidro móveis das torres comerciais.
Por suas características de desempenho e estanqueidade, as janelas maxim-ar
passaram a ser as mais adequadas, desde que recebam componentes de qualidade.
Responsável pela ventilação natural dos ambientes internos
de uma edificação, a janela maxim-ar é utilizada também
para atender às exigências do Corpo de Bombeiros de saída
da fumaça em caso de incêndio, e como alternativa de circulação
de ar, no caso de pane dos sistemas de climatização.
Quando os edifícios começaram a ser climatizados, o grande
número de maxim-ar nas fachadas era uma resposta a eventuais emergências,
causadas por problemas de funcionamento dos equipamentos de ar condicionado. Hoje,
com sistemas confiáveis e bons projetos, que prevêem alternativas
para a correção rápida de uma pane, utilizam-se apenas alguns
quadros de vidro móveis, dispostos em trechos estratégicos
das fachadas. Segundo o arquiteto e consultor de fachadas e vidros Paulo
Duarte, a distribuição das janelas maxim-ar é feita de acordo
com as conveniências de sua posição, para permitir
a ventilação cruzada ou atender às necessidades específicas
de cada projeto. Em alguns condomínios comerciais, por exemplo, existe
a preocupação de promover a ventilação geral
do edifício, fazendo a troca do ar interno em fins de semana.
Hoje, predomina a tendência de especificar em cada andar alguns quadros
de abrir. Para esse tipo de projeto é importante verificar se o pavimento
tem prevista uma subdivisão para instalar um quadro móvel
em cada ambiente. Dependendo da área do pavimento, abrem-se um ou dois
quadros por fachada, nas faces mais longas.
Componentes O sistema de ar condicionado deve cumprir sua tarefa
de tornar o ambiente interno agradável, sem elevar o consumo de
energia e os custos do condomínio. Sua boa performance requer que os quadros
de vidro móveis sejam totalmente estanques. Para isso, a janela maxim-ar
depende muito de seus acessórios, sistemas de vedação
e cuidados de instalação. A tipologia tem acompanhado
a evolução das fachadas, os componentes também estão
sendo desenvolvidos para suprir as principais necessidades de desempenho técnico
e conforto dos usuários, sempre considerando a estanqueidade à
água, ao ar, isolamento termoacústico, ventilação
e estabilidade. A folha maxim-ar requer, basicamente, dois tipos de
componente: braços e fechos. Os braços devem ser especificados
de acordo com a folha em que serão aplicados: se esta não
encostar perfeitamente sobre as guarnições perimetrais de vedação,
a estanqueidade fica prejudicada. O dimensionamento correto do
braço da janela maxim-ar depende das medidas das folhas - largura e altura
- e de seu peso. Se o braço for muito curto, a estabilidade da folha na
posição aberta ficará prejudicada. Braços que não
suportam as solicitações extremas ou rebites e parafusos
inadequados muitas vezes causam a queda ou o deslocamento de painéis móveis.
As janelas devem resistir às solicitações de ventos de rajada
quando abertas. Já os fechos deverão garantir,
quando a janela estiver na posição fechada, que a folha fique pressionada
contra as guarnições perimetrais. Se houver folgas, a esquadria
não será totalmente estanque e, conseqüentemente, a folha poderá
vibrar quando for submetida a cargas de vento. A folha deve receber dois
fechos - um esquerdo e um direito -, sempre que sua largura ultrapassar a medida
de 800 milímetros. Se isso não for feito, a travessa inferior corre
o risco de deformação na ocorrência de pressões
negativas de vento, o que provocará a abertura dos cantos inferiores da
esquadria e, em conseqüência, a entrada de água. Guarnições
Segundo Paulo Duarte, é recomendável que os fechos da maxim-ar
tenham chave ou trava e sejam acionados apenas pelo pessoal da manutenção.
Isso evita que usuários abram as janelas, desequilibrando o sistema de
ar condicionado. Devem ser previstas fechaduras-mestras para facilitar a operação,
e a equipe da manutenção do edifício deve ser treinada
para operar as janelas quando necessário. As guarnições
são fundamentais para o desempenho da esquadria. São utilizadas
para fixar e vedar o vidro no perfil e permitir a movimentação
dos materiais nas contrações e dilatações sofridas
durante as cargas de ventos e diferenciais de temperatura. Feita com gaxetas de
EPDM ou de silicone, a vedação dos caixilhos móveis pode
ter até três linhas de proteção. A primeira
é a vedação externa, instalada na aba mais exterior
da folha. A segunda, interna, é colocada no perímetro do marco.
A terceira é colocada para casos de maior exigência, como o de maxim-ar
em sistemas de fachada-cortina, criando nas juntas entre dois quadros consecutivos
uma primeira “câmara de descompressão”. Segundo Paulo Duarte,
antes de especificar a maxim-ar é importante analisar alguns itens
do projeto, como os locais adequados para colocar a janela. Essa posição
deve ser estratégica para permitir ventilação cruzada
com outras aberturas. A planta interna do edifício também deve ser
estudada para que o caixilho móvel fique em ponto de fácil acesso.
Os quadros não devem ser muito grandes - a tendência atual
de fazer quadros com dimensões elevadas exige estudo cuidadoso do peso
desses caixilhos. Publicada originalmente
em FINESTRA Edição 41 Maio de 2005 |