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A nova sede da Unimed do Paraná foi idealizada para reorganizar
e centralizar atividades antes dispersas por várias áreas isoladas,
o que provocava dificuldades de integração, de comunicação
e problemas operacionais. Localizada em Curitiba, a edificação tem
projeto arquitetônico assinado pelo escritório Dória Lopes
Fiuza Arquitetos Associados, que destaca a plasticidade das fachadas de
vidro e da ampla marquise construída com vidro autoportante. Segundo
o arquiteto Waldeny Fiuza, a definição volumétrica
ocorreu como conseqüência do projeto. Assim, foram criadas aberturas
orientadas para leste e oeste. O acesso é demarcado pela marquise
de aço e vidro, que leva ao centro do edifício. Nas fachadas,
a forma curva do centro de conferências e as torres de circulação
vertical nas extremidades quebram a simetria. Como materiais para fechamentos
e revestimentos da alvenaria, foram escolhidos painéis de alumínio
composto, vidro e cerâmica. Na construção da marquise,
que tem 33,30 x 2,85 metros, utilizaram-se tubos de aço carbono,
tratados com jateamento e pintura especial para conferir resistência ao
tempo, em três dimensões: seis polegadas, para sustentação
estrutural; quatro polegadas, para intertravamento dos pórticos; e duas
polegadas, para as hastes de fixação das estrelas. As chapas de
vidro temperado laminado de 16 milímetros, medindo 2.000 x 1.450
milímetros, foram fixadas com o sistema Star Wall Glazing. Nele são
empregadas ferragens de aço inoxidável fundidas, tendo em suas extremidades
parafusos rotulados que acompanham qualquer movimentação do vidro. Conforto
acústico Por estar localizado em frente à BR-476 (antiga
BR-116), o edifício recebeu em sua fachada vidro laminado com performance
acústica, considerando a freqüência das ondas sonoras
e o nível de ruído. A Glassec forneceu para a obra mil metros quadrados
de laminados refletivos verdes, de alto desempenho, nas espessuras de 11 e sete
milímetros. “Um dos fatores que definiu a escolha desse tipo de vidro foi
o efeito de inversão noturna parcial, diferente dos laminados metalizados,
onde ele chega a ser quase total”, explica Marcelo Martins, gerente de vendas
da empresa. Para atender ao programa de necessidades da entidade,
o projeto incorporou novas tecnologias e conceitos de trabalho. Foram criadas
áreas em laje dispondo de 140 estações de trabalho abertas
e cinco fechadas, reservadas para a diretoria, como recurso que deverá
favorecer futuras mudanças de layout. Algumas salas fechadas poderão
abrigar reuniões privativas, enquanto grupos maiores e turmas em treinamento
poderão utilizar o centro de conferências, com instalações
completas para eventos. A modularidade da laje e o vão
único colaboram com esse conceito. No térreo se situam as áreas
de uso comum - lobby, recepção, centro de eventos e lazer. A administração
utiliza as duas lajes superiores, com área útil de 12 x 56 metros.
Um núcleo central abriga banheiros, copiadora, elevador, escada e café
com v ista pa norâ mica. Nas extremidades estão também
localizadas escadas, além de banheiros, para facilitar a integração
entre os dois pavimentos e tornar o edifício seguro quanto às rotas
de saídas de emergência. O programa inclui ainda área de lazer,
com salão de festas e de jogos, e uma praça com paisagismo,
dotada de pista para caminhadas e bancos. O edifício possui três
pavimentos e um subsolo, criado a partir do aproveitamento do desnível
de sete metros do terreno. A orientação da planta fornece insolação
leste ou oeste em toda a superfície da laje. A locação ainda
prevê a construção de um bloco, que aumentará em um
terço a área construída, acrescentando cerca de 1,2 mil metros
quadrados. Texto resumido a partir de reportagem
Publicada originalmente em FINESTRA Edição 46 Setembro
de 2006
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