STA Arquitetura: Cosmopolitan, RJ

Edifício comercial Cosmopolitan, Rio de Janeiro

O formato do lote, levou os arquitetos a desenvolver um projeto com diferentes elementos geométricos. Entre eles estão a marquise monumental e a cobertura do hall central, que direciona a circulação para três alas distintas, obtendo-se, assim, o aumento no perímetro para as fachadas e no número de salas comerciais.

Plantas, cortes e fachadas
Fichas técnicas
Matrizes geométricas definem os espaços
O formato do lote, levou os arquitetos a desenvolver um projeto com diferentes elementos geométricos. Entre eles estão a marquise monumental e a cobertura do hall central, que direciona a circulação para três alas distintas, obtendo-se, assim, o aumento no perímetro para as fachadas e no número de salas comerciais.

Situado dentro do Parque das Rosas, no centro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o terreno de 8.010 metros quadrados não apresentava muitos atrativos para um bom empreendimento, devido ao seu formato trapezoidal. Ao ser convidado para desenvolver o projeto de um edifício de salas comerciais para o local, o escritório STA Arquitetura buscou na própria geometria do lote a solução para o layout. Criou um hall central de pé-direito triplo, e três alas com circulações diferenciadas. Fachadas com planos irregulares, jardins e uma marquise monumental complementam a proposta. O estacionamento foi disposto nas laterais do terreno e também em um subsolo. Como a legislação para essa região prevê que o pavimento de cobertura tenha metade da área do andar inferior (e com terraços), aproveitou-se essa restrição para desenvolver três tipologias de salas comerciais - dúplex com mezanino, convencionais e de cobertura com terraço -, que acabaram se transformando em elemento de grande apelo comercial.

Para o arquiteto Marcos Moraes de Sá, um dos autores do projeto, a elaboração da edificação está associada a questões comuns, como o programa e o atendimento às exigências da legislação, mas a sua principal característica remete diretamente ao formato do lote. A criação de três alas, definidas a partir de um hall central, são os elementos que definem a concepção do edifício. Esse gesto gráfico, segundo o arquiteto, está também associado à necessidade de obter o maior perímetro de fachadas.

Encontro da pele de vidro com a fachada revestida de pedras
Encontro da pele de vidro com a fachada revestida de pedras
O hall conduz para as três al as do edifício
O hall conduz para as três al as do edifício
1. Lote triangular / 2. Espaço definido pelos afastamentos e estacionamento /	3. Bissetrizes / 4. Alas e bissetrizes / 5. Hall central (triângulo invertido) / 6. Acessos e elevadores

1. Lote trapezoidal / 2. Espaço definido pelos recuos e estacionamento / 3. Bissetrizes / 4. Alas e bissetrizes
5. Hall central / 6. Acessos e elevadores

Assim, foi possível atingir o maior número de unidades e, ao mesmo tempo, alcançar a eficiência adequada à viabilidade econômica do empreendimento, evitando-se circulações internas alongadas. O hall central enfatiza o cruzamento das circulações através do seu pé-direito triplo, definindo uma matriz vertical no processo projetual, tornando-se o ponto focal do interior do edifício e seu espaço formalmente mais rico.

Outra matriz geométrica do projeto é a localização dos acessos na interseção das faces externas das três alas do edifício. Na mais longa destas criou-se uma circulação dupla, para evitar a monotonia e a sensação negativa de um corredor excessivamente extenso. No cruzamento dessa galeria dupla com o hall inseriu-se o elevador que atende à ala. O espaço exíguo e irregular do lote também condicionou a instalação de um elevador para cada bloco, pois a junção dos três em um só volume descaracterizaria o hall central. No acesso a esse hall, assim como em sua cobertura, as formas se repetem.

A marquise foi concebida como elemento monumental, que se relaciona à escala do urbanismo e do pedestre, mas mantendo linhas esbeltas, conforme solicitação do desenho arquitetônico. Ela é composta por uma malha metálica, com a forma geométrica de um trapézio, apoiada em duas estruturas tubulares de cada lado, formando um V. Para revestir essa malha foram utilizados painéis de alumínio composto na cor branca. Emoldurada por um pórtico revestido com pedras, a marquise é o ponto de interseção da fachada de vidro.

Por questões de custo, a cortina de vidro foi aplicada apenas na face frontal, enquanto as demais ganharam uma sequência de vãos, com o paramento revestido de pastilhas porcelanizadas. Para criar a sensação de espaços mais amplos, a cor branca também foi utilizada na estrutura metálica da claraboia instalada sobre o hall.


Texto de Cida Paiva
Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 59 Dezembro de 2009
A fachada frontal foi revestida com pele de vidro e pedras
A fachada frontal foi revestida com pele de vidro e pedras
Fachada posterior entre vãos, revestida com pastilhas porcelanizadas
Fachada posterior entre vãos, revestida com pastilhas porcelanizadas
Com o desenho proposto, o projeto obteve o maior número de unidades comerciais, alcançando uma eficiência adequada à viabilidade econômica do empreendimento
Com o desenho proposto, o projeto obteve o maior número de unidades comerciais, alcançando uma eficiência adequada à viabilidade econômica do empreendimento
Marquise é composta por uma malha metálica, com forma geométrica de um trapézio, apoiada em duas estruturas tubulares de cada lado

Marquise é composta por uma malha metálica, com forma geométrica de um trapézio, apoiada em duas estruturas tubulares de cada lado

Texto de | Publicada originalmente em Finestra na Edição 59

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