Aflalo & Gasperini: Eldorado
Business Tower

Prédio tem pré-certificação platina

Detalhe por detalhe, o Eldorado Business Tower foi sendo preparado para que, após sua conclusão, pudesse conquistar a certificação platina, a mais alta do selo Leed de sustentabilidade. Sistemas de fachadas e de ar condicionado de última geração, tratamento e reúso de água estão entre os itens que garantem sua eficiência.

Prédio tem pré-certificação platina
Detalhe por detalhe, o Eldorado Business Tower foi sendo preparado para que, após sua conclusão, pudesse conquistar a certificação platina, a mais alta do selo Leed de sustentabilidade. Sistemas de fachadas e de ar condicionado de última geração, tratamento e reúso de água estão entre os itens que garantem sua eficiência.

A torre está em processo de pré-certificação e passa por auditoria e comissionamento que poderão conduzir à obtenção da certificação com o selo Leed nos próximos meses, segundo o engenheiro Nelson Kawakami, diretor executivo do Green Building Council Brasil, entidade criada no ano passado com o desafio de difundir o conceito de sustentabilidade na construção civil no país. Para que o Eldorado Business Tower possa ser reconhecido como um green building será necessário verificar se o funcionamento do prédio está atingindo as metas propostas. “Alcançamos a marca de mais de 50% de economia de água, 30% de economia em energia e 75% de resíduos desviados de aterros sanitários, entre outros”, observa o engenheiro Marco Rogério Coelho Simões, da Gafisa. Itens como ventilação natural e insolação, eficiência energética, tratamento de água, escolha de materiais recicláveis e de origem renovável foram considerados durante o desenvolvimento dos projetos, para capacitar o edifício à certificação Leed.

Como resultado de todo esse empenho, o Eldorado obteve a avaliação platina no processo de pré-certificação, a mais elevada concedida pelo Green Building Council. O empreendimento possui medidores individuais de consumo de água e energia. A água utilizada é tratada e reaproveitada nas atividades de limpeza e paisagismo. Há reservatórios para captar, tratar e armazenar a água de chuva, assim como a do sistema de ar condicionado e da drenagem dos subsolos. A AcquaBrasilis, responsável pelo projeto e instalação desses sistemas, desenvolveu dois projetos que somam pontos para que a obra obtenha a certificação. Um deles é o de remoção de 80% dos sólidos suspensos presentes nas águas pluviais. O outro é o de tratamento e aproveitamento das águas de condensação do ar-condicionado e, também, da água pluvial, que serão usadas para irrigação de áreas verdes, nos vasos sanitários do térreo e subsolos, na lavagem de pisos das garagens e no espelho d’água.

“A avaliação para a certificação Leed tem dupla abrangência no que se refere à água”, afirma Sibylle Muller, engenheira especialista em gestão e tecnologia ambientais e diretora da AcquaBrasilis. A primeira exige redução de consumo e de lançamento na rede pública. No caso da água da chuva, não podem ser criados escoamentos superficiais - ou seja, ao cair sobre superfície impermeável ela vai escoar, e o volume não pode ser maior que do que era antes da obra, no terreno natural. “No Eldorado, o problema foi contornado com a implantação de áreas verdes, permeáveis”, diz Sibylle. A qualidade da água, incluindo a da rede pluvial, é outro aspecto considerado. “A água só pode ser lançada na rede pública depois de removida parte dos seus contaminantes. O parâmetro da qualidade é a concentração de partículas, medida como sólidos suspensos”, explica.

Sistemas econômicos
De última geração, o sistema de ar condicionado também inova. Ao contrário dos convencionais, que exigem o acréscimo de água para seu funcionamento, o do Eldorado permite o aproveitamento da água condensada. Trata-se de equipamento desenvolvido pela empresa japonesa Daikin, do tipo VRV (volume refrigerante variável), que opera através de minicentrais e proporciona tanto o ar quente, quanto o frio. “Por condensação, o ar-condicionado do edifício vai gerar cem metros cúbicos de água por mês durante o inverno, 200 metros cúbicos no verão e 150 no período de meia estação”, relata o engenheiro Gustavo Prado, coordenador técnico dos projetos da AcquaBrasilis. Essa água é direcionada para um tanque sem tratamento, e se junta a outra fonte de água bruta, a da chuva. Dali elas são bombeadas para o sistema de filtragem e, depois, para o reservatório de água tratada.

Já os elevadores utilizam o sistema de frenagem regenerativa, que reaproveita sobras energéticas: o elevador que está descendo (freando e gerando energia na operação) fornece energia para um próximo que estiver subindo. Isso ocorre a cada parada da cabine. Outros conceitos de ecoeficiência são a criação de espaço para armazenagem do lixo, lâmpadas e reatores de menor consumo energético e áreas translúcidas de 40%, contribuindo, igualmente, para reduzir a iluminação artificial. Houve, por fim, a devida destinação dos resíduos de madeira, gesso e sobras de alumínio para reciclagem. “Conseguimos chegar à marca de mais de 75% dos resíduos desviados de aterros sanitários comuns”, comenta Simões.


Texto resumido a partir de reportagem
publicada originalmente em FINESTRA
Edição 53 Junho de 2008
Edifício Eldorado Business Tower
Sistema para tratamento das águas de condensação do ar-condicionado e da água pluvial, permitindo aproveitá-las para a irrigação de áreas verdes e a lavagem de pisos

Texto de | Publicada originalmente em Finestra na Edição 53

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